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O preço médio do diesel S-10 voltou a cair nos postos brasileiros e chegou a R$ 7,16 por litro na semana de 17 a 23 de maio, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Foi a sexta semana consecutiva de recuo desde o pico de R$ 7,58, registrado no início de abril, o que representa queda acumulada de R$ 0,42 por litro.
Diesel caiu de preço
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apesar da sequência de baixas, o combustível segue mais caro do que antes da escalada internacional do petróleo provocada pelo conflito no Irã. O diesel tem impacto direto no transporte de cargas, no custo do frete e, por consequência, nos preços de alimentos e produtos distribuídos pelo país.
A queda recente ocorre em meio ao alívio das cotações internacionais e ao aumento da produção nacional. A Petrobras informou que suas refinarias passaram a operar em patamar elevado, acima da capacidade nominal em determinados momentos, enquanto a produção de diesel S-10 bateu recordes no primeiro trimestre.
Com mais diesel nacional disponível, o mercado reduz a necessidade de importação, o que ajuda a conter o preço médio nos postos. Até a terceira semana de maio, o volume médio diário de importações de óleos combustíveis, grupo em que o diesel tem maior peso, caiu quase 30% em relação ao mesmo período do ano anterior, embora o gasto total tenha subido por causa dos preços mais altos.
O governo federal também adotou medidas para amortecer a alta dos combustíveis. Entre elas estão programas de subvenção para produtores e importadores de diesel, além da suspensão de tributos federais sobre o combustível. Pela regra, o benefício é condicionado ao repasse do desconto ao longo da cadeia de comercialização.
No caso do diesel, os programas em vigor preveem ressarcimentos que podem chegar a R$ 1,52 por litro para o produto importado, segundo informações já divulgadas pela Agência Brasil. A nova Medida Provisória nº 1.358/2026 também autoriza subvenção econômica a produtores e importadores de combustíveis derivados de petróleo, com critérios operacionais definidos pelo governo federal.
A trajetória de queda traz algum alívio para transportadores, empresas e consumidores, mas o preço ainda permanece em nível elevado. A evolução nas próximas semanas dependerá do comportamento do petróleo no mercado internacional, da oferta de diesel nacional, do ritmo das importações e da continuidade das medidas de contenção adotadas pelo governo.