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    Em entrevista ao Plox, filhos defendem homem acusado de maltratar cabras no Vale do Aço

    Segundo eles, não é a primeira vez que o pai denuncia os transtornos causados pelos animais soltos na rua

    Por Plox

    25/11/2021 22h15 - Atualizado há 4 dias

    Os filhos de Paulo Rodrigues de Oliveira, de 50 anos, vítima de uma tentativa de homicídio na última terça-feira (23), na rua Cléria Ribeiro, no bairro Industrial, em Santana do Paraíso, Minas Gerais, procuraram a reportagem do Plox para contar sua versão dos fatos e defender o pai.

    Segundo o filho, Alino Ferreira de Oliveira, seu pai e o suspeito não tinham desavenças, mas o motivo dos animais estarem soltos pelas ruas e incomodando os moradores era a reclamação da vítima. “Meu pai não tem desavença com o autor. Só que, não é a primeira vez que ele denuncia os animais soltos para o Curral de Conselho e o proprietário sempre vai lá e busca as cabras recolhidas, e deixam elas soltas pelo bairro”, disse.

    Veja o vídeo:

     

     

    Ainda de acordo com os filhos, os animais que ficam soltos pelas ruas causam muitos transtornos aos moradores. “As cabras ficam defecando na porta da casa das pessoas, comem as plantas e até mesmo entram nas casas e saem carregando sacos de farinha na boca”, explicou um dos filhos.

    Foto: Plox

     

    Pessoas próximas ao suspeito afirmaram que Paulo teria matado uma das cabras, o que foi desmentido pelo filho da vítima. “Eu tenho todas as provas em vídeo. Meu pai não matou o animal”, afirmou.

    A reportagem do Plox entrou em contato com a prefeitura de Santana do Paraíso, para apurar o motivo dos animais recolhidos nas ruas estarem sendo devolvidos para o dono, mesmo após várias denúncias. 

    Veja a nota:

    “A Prefeitura de Santana do Paraíso informa que o Curral do Conselho não pode manter animais em seu poder quando os proprietários desses animais comparecem ao local para pegá-los de volta. É o que estabelece o inciso III do artigo 7º do Decreto Municipal 1.020, de 05 de fevereiro de 2021”.

    Segundo o artigo 7º, no inciso III, “A  empresa  prestadora  do  serviço  somente  poderá  restituir  o  animal  apreendido  ao  seu proprietário  ou  seu  representante  legal,  após  a  apresentação  do  ato  liberatório,  expedido  pela autoridade  competente  e  do pagamento das  despesas com  remoção  e  estadia”.

    Entenda o fato relatado em boletim de ocorrência

    Segundo informações de testemunhas, a vítima estava cuidando de uma horta, em frente a sua casa, em um lote vago, quando o suspeito, de 36 anos, se aproximou em uma motocicleta e efetuou um disparo contra o homem.

    Logo após o fato, o indivíduo fugiu sentido rua Glicérea de Almeida. Ele estava em uma motocicleta Honda Titan, de cor cinza. Um vizinho informou aos policiais militares que ouviu os tiros logo após entrar em casa. Conforme consta no boletim de ocorrência, a testemunha visualizou a vítima caída e o autor na motocicleta dizendo: “isso é para você aprender a não maltratar minha cabra”.

    A vítima foi socorrida às pressas pelo vizinho até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Canaã, em Ipatinga. Posteriormente, devido ao estado grave de saúde, o mesmo foi transferido para o Hospital Márcio Cunha (HMC), onde precisou passar por um procedimento cirúrgico de urgência.

    Na residência do suspeito, os militares levantaram a informação de que a motocicleta pertence à esposa do mesmo. Ela também confirmou que o marido e a vítima já tiveram atritos por conta de maus-tratos a algumas cabras. Os policiais realizaram rastreamento do suspeito, mas até o fechamento desta matéria ele não foi localizado.


     

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