Vale e UFMG firmam parceria para mineração circular

Investimento inicial será de R$ 6 milhões para impulsionar práticas sustentáveis no setor

26/04/2025 às 14:09 por Redação Plox

A Vale e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) deram um passo importante para a inovação e a sustentabilidade no setor mineral ao firmarem uma nova parceria estratégica. O objetivo é o desenvolvimento de soluções baseadas na economia circular dentro das atividades de mineração.


Imagem Foto: Divulgação Vale

Com um investimento inicial de aproximadamente R$ 6 milhões, a iniciativa permitirá a criação e consolidação do Colab de Mineração Circular, um ambiente que vai estimular a inovação e fomentar novos negócios de base tecnológica. A proposta é identificar, incubar e acelerar soluções que favoreçam o reaproveitamento de rejeitos, estéreis e outros resíduos gerados pelas operações mineradoras.


Gustavo Pimenta, CEO da Vale, destacou a importância do projeto:
"Temos o potencial de atingir 10% da nossa produção de minério de ferro de fontes circulares até 2030. A colaboração com a UFMG vai trazer conhecimento acadêmico essencial, além de engajar a sociedade e empreendedores locais\

.

Por sua vez, o vice-reitor da UFMG, Alessandro Moreira, ressaltou que a parceria vai fortalecer a formação de alunos de graduação, mestrado e doutorado, promovendo a integração entre indústria e educação de engenharia.


Os resultados já começam a aparecer. Em 2024, a Vale produziu 12,7 milhões de toneladas de minério de ferro reaproveitando estéreis e rejeitos. A meta da empresa é que 10% de toda a produção brasileira de minério de ferro venha de fontes circulares até 2030.


Segundo Rafael Bittar, vice-presidente Técnico da mineradora, a estratégia de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) está focada em expandir a circularidade nas operações, reduzindo a geração de rejeitos e, assim, diminuindo a necessidade de barragens e pilhas, o que traz benefícios financeiros, ambientais e sociais.


A iniciativa integra o programa "Waste to Value", criado pela Vale, que reúne mais de cem projetos voltados para o reaproveitamento de recursos minerais. Em 2024, o programa contribuiu para a redução de 23 mil toneladas de CO2 equivalente.


Em Minas Gerais, as atividades incluem o reaproveitamento de materiais da pilha de estéril da mina Serrinha, enquanto no Pará, a operação do Gelado prevê a utilização de 138 milhões de toneladas de rejeitos da barragem de Carajás.


Além disso, a Vale mantém a Fábrica de Blocos na mina do Pico, em Itabirito (MG), onde rejeitos da mineração são transformados em blocos de construção civil, destinados a projetos sociais e obras internas da companhia.


Outra frente inovadora é a Agera, empresa criada pela Vale para desenvolver o mercado de Areia Sustentável a partir do tratamento de rejeitos. Com menos de dois anos de operação, a Agera já comercializou mais de 2 milhões de toneladas do material, reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade.


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