Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
O Brasil iniciou 2024 com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805, marca que coloca o país, pela primeira vez, no grupo de muito alto desenvolvimento humano. Na comparação com 2012, quando o indicador era de 0,744, houve avanço ao longo do período até chegar ao patamar atual.
Mapa do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal por unidade da federação.
Foto: Reprodução/Pnud
Os números foram apresentados nesta terça-feira (26) no “Radar IDHM”, publicação do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), órgão da ONU voltado à erradicação da pobreza e à promoção do desenvolvimento humano sustentável.
O IDHM é um índice composto que reúne dados de longevidade, educação e renda. A escala vai de 0 a 1, e quanto mais próximo de 1, maior é o nível de desenvolvimento humano.
Embora o índice tenha crescido, o relatório aponta que os ganhos não ocorreram de forma uniforme. Um dos recortes destacados é o racial: a distância entre brancos e negros diminuiu com o tempo, mas segue relevante.
Entre as pessoas brancas, o IDHM está em 0,851, classificado como muito alto. Já entre as pessoas negras, o patamar é de 0,774, considerado alto.
A marcante desigualdade racial no Brasil é evidenciada pelos diferentes patamares alcançados entre a população negra e a população branca. A primeira está sempre uma faixa abaixo de desenvolvimento humano em relação à segunda
Relatório
O documento também identifica diferenças por sexo. Os homens aparecem no grupo de muito alto desenvolvimento humano, com 0,802, enquanto as mulheres registram 0,798, inseridas na faixa de alto desenvolvimento humano.
Segundo o texto, as disparidades entre homens e mulheres ficam ainda mais evidentes quando se observa o IDHM ajustado pela renda do trabalho.
Quando o recorte considera a desigualdade, o resultado do Brasil em 2012 colocava o país como de baixo desenvolvimento humano. Em 2024, esse indicador passa a posicionar o país no nível de médio desenvolvimento humano.
Para o Pnud, o dado de 2024 reforça que uma parte da população segue distante do padrão sugerido pela média nacional.
O relatório indica que as 27 unidades da federação não só se recuperaram como também avançaram em relação aos níveis de antes da pandemia.
Na avaliação do Pnud, esse desempenho está ligado a décadas de políticas públicas consistentes em áreas como educação, saúde e geração de renda.
Atualmente, 10 unidades da federação já atingiram o nível mais alto da escala, enquanto as outras 17 permanecem na faixa de alto desenvolvimento.
Torre de TV localizada na região central de Brasília, no Distrito Federal
Foto: reprodução/Setur-DF
Entre as unidades federativas, o Distrito Federal teve o melhor desempenho, com IDHM de 0,866. Em seguida aparecem São Paulo (0,838) e Santa Catarina (0,833).
No outro extremo, os menores resultados foram registrados por Maranhão (0,745), Alagoas (0,746) e Acre (0,754).
O levantamento destaca ainda que, nas três dimensões avaliadas — longevidade, educação e renda — há diferenças expressivas entre os estados.