Flávio Bolsonaro tenta reunião com Trump e leva proposta de linha dura contra facções

Senador pretende discutir segurança pública em Washington, enquanto aliados evitam confirmar o encontro e a Casa Branca não se manifesta oficialmente.

26/05/2026 às 12:22 por Redação Plox

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende levar a pauta da segurança pública para uma possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington. A estratégia da pré-campanha é associar o parlamentar a uma linha mais dura no combate ao crime organizado e marcar diferença em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A agenda ainda é tratada com cautela por aliados. Segundo a CNN Brasil, a reunião estaria prevista para a tarde desta terça-feira (26), mas a pré-campanha evita confirmar publicamente os detalhes. A Reuters já havia informado que Flávio buscava um encontro na Casa Branca, em meio a uma tentativa de reorganizar sua articulação política para a disputa presidencial.

Debate sobre facções e terrorismo

Um dos principais pontos que o senador deve abordar é a possibilidade de equiparar facções brasileiras, como PCC e Comando Vermelho, a organizações terroristas, tese defendida por setores do governo norte-americano. No Brasil, a proposta encontra resistência no governo Lula, que vê riscos jurídicos e de soberania na mudança de classificação.

A discussão ganhou força porque o tema da segurança pública aparece como um dos assuntos mais sensíveis da eleição. No entorno de Flávio, a avaliação é que defender uma resposta mais dura contra facções pode ampliar o contraste com a gestão petista e atrair apoio de eleitores preocupados com o avanço do crime organizado.

Redes sociais, comércio e minerais críticos

Além da segurança pública, aliados do senador avaliam que outros temas podem entrar na conversa, como liberdade de expressão, regulação das redes sociais, ampliação do comércio entre Brasil e Estados Unidos e parceria na exploração de terras raras e minerais críticos.

A pré-campanha também vê a aproximação com Trump como uma forma de tentar reduzir riscos de novas tarifas comerciais contra o Brasil. Nos bastidores, a leitura é que eventuais medidas econômicas dos Estados Unidos poderiam ser exploradas politicamente por Lula, caso afetem setores produtivos brasileiros.

Encontro ainda depende de confirmação pública

Apesar da expectativa em torno da agenda, aliados afirmam que Flávio pretende adotar postura mais reservada e ouvir mais do que falar durante a reunião, caso ela ocorra. Até o momento, não há confirmação oficial pública da Casa Branca sobre o encontro.

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