Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
O Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, queda de 7,4% em relação ao ano anterior, segundo o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26). O levantamento, produzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), aponta taxa oficial de 20,1 mortes por 100 mil habitantes, o menor patamar da série analisada desde 2014.
Brasília (DF) 31/12/2024 – Customização de armas de fogo e treinamento em um clube de tiro
Foto: • Joédson Alves/Agência Brasil
Apesar da queda, o estudo faz uma ressalva importante sobre a qualidade dos registros. Em 2024, houve aumento de 23,8% nas Mortes Violentas por Causa Indeterminada, conhecidas pela sigla MVCI. Foram 3.311 casos em que a causa ou a motivação do óbito não foi identificada de forma suficiente para classificar a morte como homicídio ou outro tipo de ocorrência.
Para os pesquisadores, parte dessas mortes pode esconder assassinatos que não entraram nas estatísticas oficiais. Por isso, o Atlas também calcula uma taxa estimada de homicídios, que chega a 23,4 mortes por 100 mil habitantes quando são considerados os chamados “homicídios ocultos”.
No recorte por unidades da federação, as menores taxas oficiais de homicídios foram registradas em São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal. Já os maiores índices aparecem no Amapá, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Ceará, segundo o levantamento.
O Atlas da Violência 2026 usa principalmente dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos do Ministério da Saúde. A publicação também analisa recortes por sexo, raça, faixa etária e grupos específicos, além de estimar casos que podem ter ficado fora da contagem oficial por falhas de classificação.
O resultado indica continuidade da tendência de queda dos homicídios no país, mas o avanço das mortes sem causa definida impõe cautela na leitura dos números. A principal conclusão do estudo é que a redução oficial deve ser acompanhada de melhora na qualidade dos registros para que o país tenha diagnóstico mais preciso sobre a violência letal.