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Juiz de Fora registrou mais uma morte associada à hepatite A em 2026. Carlos Eduardo Silva Reis, de 37 anos, morreu em 4 de maio no Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), segundo informações da própria unidade.
Na terça-feira (26), o hospital comunicou que o Setor de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) recebeu a confirmação de análise clínica e que o teste laboratorial apontou resultado positivo (reagente) para a presença do vírus da hepatite A.
Carlos Eduardo Silva Reis, de 37 anos, morreu em 4 de maio no Hospital
Foto: Arquivo Pessoal
O registro se soma ao de Ângela Cristina Terra Pinto, de 60 anos, que morreu em 30 de abril, também no HMTJ. Com isso, Carlos Eduardo passa a ser a segunda vítima notificada neste ano na cidade.
Mesmo com a confirmação laboratorial, a Prefeitura de Juiz de Fora informou que esse resultado é apenas uma etapa da apuração. De acordo com o município, para definir oficialmente a causalidade das mortes, é necessário avaliar o quadro clínico completo, o histórico epidemiológico, fatores de risco e a presença de comorbidades.
Prefeitura diz que investigação não se encerra com o exame
Foto: Prefeitura
Até agora, Juiz de Fora já passou de 800 casos confirmados no acumulado de 2026. O total, segundo o balanço apresentado, supera a soma de todos os registros da doença nos últimos 10 anos (de 2016 a 2025) e concentra a maior parte das notificações de hepatite A em Minas Gerais neste ano.
Os dados mais recentes divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde indicam, contudo, uma redução no ritmo de transmissão. A Prefeitura comparou a semana epidemiológica 11, quando foram registrados 132 casos, com a semana epidemiológica 18, que contabilizou 15 confirmações, apontando queda de 88,6% no período.
Os números ainda podem ser atualizados.
A hepatite A é uma infecção viral cuja transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, geralmente associada a condições precárias de higiene e saneamento. Também pode haver transmissão sexual.
Após o contato com o vírus, os sintomas podem demorar de 15 a 50 dias para surgir e, quando aparecem, costumam começar de forma súbita.
Diante de sintomas compatíveis, a recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou em uma UPA para diagnóstico e acompanhamento.