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O Partido Novo em Minas Gerais traçou uma meta ambiciosa para as eleições de 2026: eleger ao menos três deputados federais pelo estado e ampliar sua presença na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A projeção foi apresentada pelo presidente estadual da sigla, Christopher Laguna, em entrevista ao programa Café com Política, de O TEMPO.
Christopher Laguna, presidente do Novo-MG, trabalha para que o partido supere a cláusula de barreira e tenha acesso a recursos do fundo partidário
Foto: crédito: Reprodução/Redes Sociais
Hoje, o Novo tem cinco deputados federais em exercício na Câmara, mas nenhum deles representa Minas Gerais. A bancada atual da sigla é formada por parlamentares de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, conforme dados da Câmara dos Deputados. Na ALMG, o partido trabalha para sair dos atuais dois deputados estaduais e chegar a cinco cadeiras na próxima legislatura.
A estratégia em Minas é considerada parte central do esforço nacional do Novo para superar a cláusula de desempenho, regra que condiciona o acesso ao Fundo Partidário e ao tempo gratuito de propaganda no rádio e na TV. A exigência, instituída pela Emenda Constitucional 97/2017, tem aplicação progressiva nas eleições gerais e torna a disputa de 2026 decisiva para partidos de menor bancada.
Entre os nomes citados por Laguna para a disputa à Câmara dos Deputados estão o vereador de Belo Horizonte Bráulio Lara, o ex-presidente da Cohab Minas Márcio Bernardino, a secretária de Estado de Cultura de Minas Gerais, Bárbara Botega, o ex-candidato à Prefeitura de Santa Rita do Sapucaí Flávio de Castro e Paulo Eugênio, ex-vice-prefeito de São Gotardo.
Para a Assembleia Legislativa, o dirigente citou Fernanda Altoé, vereadora de Belo Horizonte, caso ela não seja indicada para a vaga de vice na chapa do governador Mateus Simões; a também vereadora Marcela Trópia; e Otávio Maia, ex-presidente da Emater. Laguna afirmou que a montagem da nominata leva em conta a presença regional dos pré-candidatos e a capacidade de dialogar com diferentes bases eleitorais no estado.
O desempenho em Minas também pesa no projeto nacional da legenda. Nas eleições de 2022, o partido não alcançou a cláusula de barreira então exigida, apesar da reeleição de Romeu Zema ao governo de Minas em primeiro turno. Laguna avaliou que, naquele ciclo, o Novo enfrentou dificuldades de identidade política e disputas internas, especialmente após o rompimento com o empresário João Amoedo, um dos fundadores da sigla.
O dirigente afirmou que o partido aposta em renovação, regionalização e alinhamento programático para tentar recuperar espaço no Congresso e no Legislativo mineiro. A definição oficial das candidaturas ainda dependerá das convenções partidárias e das composições eleitorais para 2026.