Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) realizou nesta segunda-feira (25/5), em Muriaé, na Zona da Mata, a operação Voz de Tamar. A ofensiva levou ao cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um homem de 35 anos, investigado por suspeita de estupro.
A detenção foi feita por equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) no bairro Alterosa. Segundo a apuração, o investigado foi localizado no imóvel onde morava e onde também mantinha um comércio de estética automotiva — endereço apontado nos levantamentos como o local do crime.
Polícia Civil prende suspeito de estupro durante operação em Muriaé
Foto: Divulgação/PCMG
Além da prisão, os policiais executaram um mandado de busca e apreensão para reunir novos elementos para a investigação. Durante a diligência, foram recolhidos dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo registrada em nome do suspeito, que tem autorização como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Também houve coleta de material genético para exames periciais.
De acordo com o histórico reunido até agora, o homem teria se valido de uma imagem social ligada à religiosidade e à moralidade para criar vínculos de confiança com as vítimas, o que, conforme a investigação, facilitava a aproximação.
A delegada responsável pelo caso, Nathalia Magalhães, destacou a importância dos canais de denúncia e do atendimento especializado às vítimas.
A Polícia Civil atua de forma técnica e sensível em investigações dessa natureza, priorizando o acolhimento humanizado e a proteção. A deflagração da operação também busca encorajar outras possíveis vítimas a romperem o silêncio e procurarem o Estado
Nathalia Magalhães
As apurações continuam sob sigilo, com o objetivo de esclarecer completamente o caso. A PCMG informa que não descarta a existência de outras vítimas e orienta que eventuais denúncias sejam feitas na delegacia do município ou pelo Disque-Denúncia 181.
Depois dos procedimentos de polícia judiciária na Deam, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
A escolha do nome faz referência à personagem bíblica Tamar, descrita em contextos históricos como símbolo do sofrimento imposto a vítimas de violência sexual. Conforme a equipe responsável pelos trabalhos, a denominação reforça a necessidade de acolhimento, escuta qualificada e de romper o silêncio em crimes praticados com manipulação emocional e abuso de autoridade moral.