Operação contra ‘grau’ apreende dez motos em Inhapim e Valadares

Ação da PM e do Ministério Público cumpriu mandados de busca em Inhapim e Governador Valadares e resultou em medidas judiciais contra investigados.

26/05/2026 às 06:27 por Redação Plox

Dez motocicletas foram apreendidas durante a Operação Zero Grau, deflagrada pela Polícia Militar e pelo Ministério Público de Minas Gerais no domingo (24), em Inhapim e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. A ação teve como alvo motociclistas investigados por direção perigosa e pela prática conhecida como “grau”, em que condutores realizam manobras arriscadas em vias públicas.

Segundo o MPMG, a Justiça expediu nove mandados de busca e apreensão para recolher 12 motocicletas ligadas aos investigados. Ao todo, nove veículos foram localizados em Inhapim e um em Governador Valadares.


Motos apreendidas durante a operação

Motos apreendidas durante a operação

Foto: Polícia Militar


Envolvidos foram denunciados

O Ministério Público informou que denunciou 11 envolvidos por crimes previstos no Código Penal e no Código de Trânsito Brasileiro. Entre as acusações estão incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e participação em racha ou manobras perigosas. Seis denunciados também devem responder por trafegar em velocidade incompatível com a segurança.

Além da apreensão dos veículos, a Justiça determinou a suspensão do direito de dirigir dos investigados que possuem Carteira Nacional de Habilitação. Para os alvos que não são habilitados, foi imposta a proibição de requerer a CNH pelo prazo de seis meses.

Inteligência da PM identificou alvos

A investigação foi conduzida pelo setor de inteligência da Polícia Militar, que levantou informações para identificar os suspeitos e os locais onde as motocicletas eram escondidas. A operação contou com a participação de 30 policiais militares de Inhapim, Dom Cavati, São Domingos das Dores, São Sebastião do Anta, Iapu, Bugre, São João do Oriente e Ubaporanga, além do apoio do Setor de Administração Operacional do 1º Pelotão.

O promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro acompanhou as diligências e afirmou que a operação busca reprimir condutas que colocam em risco pedestres, motoristas e a ordem nas vias públicas. O caso segue sob responsabilidade dos órgãos de investigação e da Justiça.

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