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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta terça-feira (26) que o texto da PEC que prevê o fim da escala 6x1 ainda pode ser alterado antes da votação na comissão especial. A proposta, relatada pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA), reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, e tornou-se uma das principais pautas trabalhistas em discussão no Congresso.
Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (REPUBLICANOS
Foto: PB) • Marina Ramos / Câmara dos Deputados
Motta disse que o parecer pode ser modificado
até o último momento antes da deliberação.Mesmo assim, elogiou o trabalho do relator e classificou a proposta como uma resposta importante a uma demanda social por mais tempo de descanso e melhor qualidade de vida para os trabalhadores.
Pelo texto apresentado por Prates, a redução da jornada ocorreria em etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a carga máxima cairia para 42 horas semanais. Depois de mais 12 meses, passaria definitivamente para 40 horas por semana, com garantia de dois dias de repouso remunerado.
A possibilidade de mudanças ocorre em meio à pressão de setores empresariais, que defendem um prazo maior para adaptação às novas regras. Nos bastidores, porém, parlamentares avaliam que há pouco espaço político para ampliar muito a transição, depois do apoio público de Motta e do governo federal aos pontos centrais da proposta.
Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara havia apontado três pontos como inegociáveis: redução da jornada, fim da escala 6x1 e manutenção dos salários. A proposta em análise na comissão especial reúne a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e a PEC 8/2025, da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), ambas voltadas à redução da jornada de trabalho.
A votação do parecer na comissão especial foi adiada após pedido de vista apresentado pelo deputado Mauricio Marcon (PL-RS). Com isso, a deliberação ficou prevista para quarta-feira (27). Caso seja aprovada no colegiado, a PEC ainda precisará passar pelo plenário da Câmara e, depois, pelo Senado.