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Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
Investigação chega ao entorno do filho de Lula.
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Segundo a revista Veja, o avanço das apurações virou motivo de preocupação no Palácio do Planalto, especialmente após o depoimento da empresária Roberta Luchsinger, descrita como amiga de Lulinha. No programa Ponto de Vista, o colunista Robson Bonin afirmou que a PF vem aprofundando a análise de mensagens e contatos entre o filho do presidente e investigados ligados ao caso.
Em depoimento à Polícia Federal, Roberta Luchsinger afirmou que apresentou Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes antes da deflagração da Operação Sem Desconto, mas negou ter repassado dinheiro ao filho do presidente. Ela também disse que o contato ocorreu em contexto social e que não tinha conhecimento de suspeitas contra o empresário à época, segundo reportagem da Folha de S.Paulo.
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva nega irregularidades e afirma que ele não teve participação nas fraudes investigadas no INSS. Em entrevista citada pelo UOL, o advogado Marco Aurélio de Carvalho declarou que Lulinha não tem ligação direta ou indireta com o caso e que ele está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.
A empresária Roberta Luchsinger foi um dos alvos da nova fase da operação “Sem Desconto”.
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A Operação Sem Desconto foi deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União para apurar um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. Segundo a PF, entidades investigadas cobraram de aposentados e pensionistas valor estimado em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
Relatório da CGU apontou que mais de 97% dos beneficiários entrevistados disseram não ter autorizado os descontos. O governo federal informou, em janeiro, que já havia devolvido R$ 2,84 bilhões a 4,1 milhões de aposentados e pensionistas vítimas de cobranças indevidas.
A tensão em torno da investigação aumentou após mudanças internas na Polícia Federal. De acordo com a Folha de S.Paulo, a cúpula da PF informou ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, que a alteração foi burocrática e não interfere na condução dos inquéritos. As apurações seguem em andamento, e eventuais responsabilidades ainda dependem da análise de provas e decisões das autoridades competentes.