Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
Segundo a PF, esta etapa mira aplicações de R$ 2,01 bilhões feitas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento do mesmo banco privado investigado em fases anteriores. Somados aos aportes já apurados pela Operação Barco de Papel, o valor transferido pelo Rioprevidência chega a cerca de R$ 3 bilhões.
PF mira Cláudio Castro em operação sobre R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O Rioprevidência é o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro e está no centro da apuração por administrar recursos destinados a aposentadorias e pensões de servidores estaduais. A investigação inicial da Operação Barco de Papel identificou aportes suspeitos de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024, conforme a Polícia Federal.
A nova ofensiva aprofunda a apuração sobre a destinação de recursos públicos a produtos financeiros vinculados ao banco. De acordo com a PF, a suspeita é de possível prática de crimes financeiros no âmbito do fundo previdenciário. A corporação não informou, na nota oficial, a existência de mandados de prisão nesta fase.
Segundo investigação inicial da Operação Barco de Papel identificou aportes suspeitos de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Em fevereiro, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na segunda fase da Operação Barco de Papel, em investigação sobre crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do fundo. Na ocasião, a apuração também tratava da aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master.
Rioprevidência é o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Esta é a segunda vez em maio que Cláudio Castro aparece como alvo de ação da Polícia Federal. No dia 15, ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Refino, investigação distinta, que apura suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Naquele caso, a defesa afirmou que o ex-governador estava à disposição da Justiça e negou irregularidades durante a gestão.
As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Como se trata de procedimento em andamento, os alvos são investigados, e eventuais responsabilidades ainda dependem da análise do material apreendido e das decisões judiciais no curso do processo.