PF cumpre 10 mandados em operação que mira Cláudio Castro por suspeitas no Rioprevidência

Ação no Rio e em Brasília foi autorizada pelo STF e apura aplicações em fundos ligados ao Banco Master, incluindo aportes de R$ 2,01 bilhões a partir de julho de 2024.

26/05/2026 às 12:20 por Redação Plox

O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta terça-feira (26), de uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura possíveis crimes financeiros envolvendo recursos do Rioprevidência aplicados em fundos ligados ao Banco Master. Ao todo, os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília, com autorização do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a PF, esta etapa mira aplicações de R$ 2,01 bilhões feitas a partir de julho de 2024 em fundos de investimento do mesmo banco privado investigado em fases anteriores. Somados aos aportes já apurados pela Operação Barco de Papel, o valor transferido pelo Rioprevidência chega a cerca de R$ 3 bilhões


PF mira Cláudio Castro em operação sobre R$ 3 bilhões do Rioprevidência no Banco Master.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


Fundo paga aposentados e pensionistas do estado

O Rioprevidência é o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro e está no centro da apuração por administrar recursos destinados a aposentadorias e pensões de servidores estaduais. A investigação inicial da Operação Barco de Papel identificou aportes suspeitos de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024, conforme a Polícia Federal.

A nova ofensiva aprofunda a apuração sobre a destinação de recursos públicos a produtos financeiros vinculados ao banco. De acordo com a PF, a suspeita é de possível prática de crimes financeiros no âmbito do fundo previdenciário. A corporação não informou, na nota oficial, a existência de mandados de prisão nesta fase. 


Segundo investigação inicial da Operação Barco de Papel identificou aportes suspeitos de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master entre outubro de 2023 e julho de 2024.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil


Investigação teve desdobramentos anteriores

Em fevereiro, o ex-presidente do Rioprevidência Deivis Marcon Antunes foi preso na segunda fase da Operação Barco de Papel, em investigação sobre crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do fundo. Na ocasião, a apuração também tratava da aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master


Rioprevidência é o Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Esta é a segunda vez em maio que Cláudio Castro aparece como alvo de ação da Polícia Federal. No dia 15, ele foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Refino, investigação distinta, que apura suspeitas de irregularidades no setor de combustíveis envolvendo a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Naquele caso, a defesa afirmou que o ex-governador estava à disposição da Justiça e negou irregularidades durante a gestão.

As investigações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal. Como se trata de procedimento em andamento, os alvos são investigados, e eventuais responsabilidades ainda dependem da análise do material apreendido e das decisões judiciais no curso do processo.

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