Soraya Thronicke reforça aproximação com Lula e diz ter ficado de “queixo caído”

Declaração foi feita em evento pelos 36 anos do Assentamento Monjolinho, em Anastácio (MS), e ocorre em meio à reorganização de alianças visando 2026.

26/05/2026 às 14:37 por Redação Plox

Soraya diz que Lula a deixou de ‘queixo caído’ e mira reeleição ao Senado pelo MS

Mudança de campo político

A senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) voltou a explicitar sua aproximação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que ficou de “queixo caído” com a postura do petista.

A declaração foi feita durante evento pelos 36 anos do Assentamento Monjolinho, em Anastácio, no Mato Grosso do Sul, e reforça a nova posição política da parlamentar, eleita em 2018 na onda bolsonarista.

Soraya afirmou que decidiu apoiar Lula por avaliar que o presidente demonstrou


Disse que ficou de “queixo caído” com a postura do petista

Foto: Agencia Senado


“humanidade”
e capacidade de articulação institucional.

No discurso, ela também criticou o que chamou de descaso no governo anterior e defendeu que quatro anos seriam insuficientes para reconstruir o país após uma gestão considerada por ela prejudicial.

De Bolsonaro a Lula

A mudança chama atenção porque Soraya chegou ao Senado pelo então PSL, mesmo partido de Jair Bolsonaro na eleição de 2018, e construiu o início do mandato ligada ao campo conservador.

Ao longo dos anos seguintes, porém, afastou-se do bolsonarismo, disputou a Presidência da República em 2022 pelo União Brasil e não declarou apoio a Lula nem a Bolsonaro no segundo turno daquele ano.

Atualmente filiada ao PSB, Soraya tem mandato no Senado até janeiro de 2027 e aparece no cadastro oficial da Casa como representante de Mato Grosso do Sul pelo partido.

A parlamentar tenta se viabilizar para a reeleição em 2026 em um cenário de reorganização das alianças estaduais e nacionais.

Apoio em disputa no MS

A aproximação com Lula já vinha sendo sinalizada em entrevistas recentes.

Ao SBT News, Soraya afirmou ter recebido apoio do presidente na disputa pelo Senado em Mato Grosso do Sul e disse que pretende ocupar uma faixa política fora da polarização tradicional entre lulismo e bolsonarismo.

A fala no assentamento consolida uma guinada pública no discurso da senadora às vésperas da corrida eleitoral.

A estratégia, agora, passa por buscar votos em uma chapa alinhada ao governo federal, enquanto adversários devem explorar justamente o contraste entre a eleição de 2018, quando ela se apresentou próxima de Bolsonaro, e a atual defesa da reeleição de Lula.

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