Hacker suspeito de abastecer golpe do “falso advogado” é preso em Jaguariúna em operação da Polícia Civil da Bahia

Operação Falsa Ordem apura fraudes e furtos de cartões; ações cumpriram mandados e apreenderam materiais para perícia.

27/05/2026 às 13:41 por Redação Plox

Um jovem de 22 anos foi preso nesta quarta-feira (27), em Jaguariúna (SP), suspeito de atuar como o “hacker” de uma organização criminosa investigada por aplicar o golpe do “falso advogado” e por furtos de cartões bancários em eventos. A prisão ocorreu durante a Operação Falsa Ordem, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia com apoio de forças de outros estados.

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (27) durante a operação Falsa Ordem em São Paulo, três na capital e uma em Jaguariúna (SP)

Quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (27) durante a operação Falsa Ordem em São Paulo, três na capital e uma em Jaguariúna (SP).

Foto: Reprodução/EPTV


Conforme a Polícia Civil baiana, o investigado teria a função de obter informações processuais a partir de dados públicos, usadas para selecionar vítimas e dar credibilidade às abordagens. A apuração aponta que o grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras relacionadas às fraudes.

Operação teve quatro presos em São Paulo e mandados em dois estados

No estado de São Paulo, quatro pessoas foram presas — três na capital e uma em Jaguariúna. A operação também cumpriu 32 mandados de busca e apreensão em cidades paulistas e no Rio Grande do Norte, dentro de uma investigação que começou há cerca de um ano, segundo a corporação.

Grupo é alvo de investigação por aplicar o golpe do falso advogado e furtar cartões de crédito em festas

Grupo é alvo de investigação por aplicar o golpe do falso advogado e furtar cartões de crédito em festas.

Foto: Polícia Civil


Durante o cumprimento das ordens judiciais, a polícia informou ter apreendido celulares, documentos e dispositivos eletrônicos que passarão por perícia. Entre os itens recolhidos, a corporação citou uma workstation (computador de alta performance) com indícios de uso nas práticas investigadas.

Como funcionava o golpe do “falso advogado”

De acordo com a Polícia Civil, o grupo usava dados reais de processos judiciais para entrar em contato com vítimas, se apresentando como advogados ou representantes de escritórios. Com linguagem técnica e informações verdadeiras sobre as ações, os suspeitos induziam transferências bancárias sob justificativas como liberação de valores, pagamento de custas ou desbloqueio de alvarás.

A investigação ainda atribui à organização crimes de furto de cartões bancários em grandes eventos: integrantes se passariam por ambulantes e trocariam cartões no momento do pagamento em maquininhas, sem que as vítimas percebessem.

A Polícia Civil da Bahia afirma que a quadrilha teria atuação interestadual, com ramificações identificadas também em estados como Rio de Janeiro, Pernambuco, Paraná e Rio Grande do Norte. As diligências seguem, com análise do material apreendido e rastreamento financeiro para identificar outros envolvidos.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a