Psiquiatra no júri de Henry Borel diz ver “padrão de prazer em infligir dor” atribuído a Jairinho
Testemunha de acusação falou em plenário no II Tribunal do Júri do Rio; depoimento da babá foi remarcado após atrasos.
27/05/2026 às 12:49por Redação Plox
27/05/2026 às 12:49
— por Redação Plox
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O júri que apura a morte de Henry Borel, de 4 anos, voltou a ter novos depoimentos nesta quarta-feira (27), no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Em plenário, o psiquiatra Rafael Bernardon, ouvido como testemunha de acusação, afirmou ter identificado o que chamou de “padrão repetitivo de abuso infantil” atribuído a Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, réu no processo ao lado de Monique Medeiros, mãe do menino.
Ele avaliou que a mãe de Henry teria colocado interesses pessoais acima do bem-estar do filho
Foto: Reprodução / TV
Durante a oitiva, o especialista disse ao Conselho de Sentença que analisou a dinâmica de personalidade dos réus para auxiliar a compreensão do caso. No depoimento, ele declarou perceber “prazer em infligir dor em crianças” no comportamento atribuído a Jairinho e sustentou, em parecer juntado aos autos, a avaliação de traços “narcisistas, perversos e sádicos” no ex-vereador, conforme relataram informações publicadas pelo G1.
Sobre Monique, o psiquiatra afirmou em plenário que ela não seria subjugada por Jairinho. Ainda de acordo com o depoimento, ele avaliou que a mãe de Henry teria colocado interesses pessoais acima do bem-estar do filho e não teria afastado a criança, apesar de sinais que classificou como “alarmantes”, segundo o mesmo relato.
Babá terá depoimento remarcado após atrasos
O depoimento de Thayná Ferreira, babá de Henry, que era esperado para esta quarta, foi remarcado em razão de atrasos no andamento do julgamento. A defesa da testemunha informou que ela pretende explicar as versões diferentes apresentadas ao longo da investigação e afirmou que a babá teria sofrido pressão para mentir, ainda conforme o que foi publicado pelo G1.
Na avaliação da advogada Juliana Nascimento, que representa Thayná, a cliente responderia a um processo por falso testemunho e estaria disposta a se retratar. Até a última atualização do material consultado, a defesa de Monique não havia se manifestado sobre as declarações da advogada, segundo a reportagem.
A defesa de Monique não havia se manifestado sobre as declarações da advogada, segundo a reportagem
Foto: Reprodução/ TV
Quem são os réus e como o júri começou
Jairinho e Monique Medeiros são julgados pelo Tribunal do Júri pela morte de Henry, ocorrida em março de 2021, no Rio de Janeiro. O julgamento foi retomado nesta semana no II Tribunal do Júri, após ter sido remarcado, com a sequência de testemunhas de acusação, conforme informações do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e de veículos nacionais que acompanham o caso.
A expectativa é de que novas remarcações ocorram por causa do tempo gasto nos depoimentos, o que pode ampliar a duração inicialmente prevista das sessões. O processo segue com a oitiva de outras testemunhas e peritos listados para a acusação nos próximos dias.