Ala do PSD defende Zema vice de Caiado e abre crise interna pela vaga na chapa de 2026
Movimento gerou incômodo entre dirigentes, que defenderam um vice “com raízes no PSD” e citaram nomes como Roberto Brant, Eduardo Sciarra e Alda Marcoantonio.
O procurador-geral do Texas, Ken Paxton, venceu na terça-feira (26) o segundo turno das primárias republicanas para o Senado dos Estados Unidos e tirou da corrida o senador John Cornyn, que tentava buscar um novo mandato após mais de duas décadas em Washington. A vitória consolidou mais uma intervenção do presidente Donald Trump nas disputas internas do Partido Republicano e reposicionou o cenário para a eleição de novembro no estado.
Trump usou as redes sociais para apoiar a campanha de Ken Paxton
Foto: Truth Social / Reprodução
A disputa ganhou peso nacional porque Cornyn era um dos nomes mais experientes do partido no Senado e contava com apoio de setores tradicionais do establishment republicano. Paxton, por outro lado, fez campanha alinhado ao movimento MAGA e recebeu endosso de Trump na reta final, apoio apontado por veículos americanos como decisivo para a virada no confronto direto.
O endosso público de Trump a Paxton, divulgado em maio, foi lido como mais um movimento do presidente para fortalecer aliados e punir nomes vistos como pouco leais dentro do partido. A vitória no Texas, segundo análises publicadas nos EUA, reforça o peso de Trump nas primárias republicanas e indica que a disputa interna segue influenciando diretamente a formação do Senado na próxima legislatura.
Paxton, que ocupa o cargo de procurador-geral do Texas, carrega um histórico de controvérsias políticas e jurídicas. Em 2023, ele foi alvo de um processo de impeachment na Câmara do Texas e acabou absolvido no julgamento realizado pelo Senado estadual, o que voltou a ser lembrado após a confirmação de sua candidatura ao Senado federal.
Do lado democrata, o provável adversário na eleição geral é o deputado estadual James Talarico, que tenta ampliar o alcance além da base do partido em um estado dominado por republicanos há décadas. Talarico ganhou visibilidade nacional após gestos de apoio e agenda pública com o ex-presidente Barack Obama, movimento interpretado como tentativa de dar tração à campanha democrata no Texas.
A expectativa agora é que o confronto entre Paxton e Talarico, caso se confirme, eleve o tom da campanha e amplie a atenção nacional para a disputa no Texas, com reflexos sobre a correlação de forças no Senado. A eleição geral está marcada para novembro de 2026, e os partidos devem intensificar a mobilização e a arrecadação nas próximas semanas.