Homem que atropelou e arrastou Tainara na Marginal Tietê irá a júri popular em SP
Douglas Alves da Silva seguirá preso preventivamente e responderá por feminicídio e tentativa de homicídio, segundo decisão desta segunda-feira (25).
O mercado financeiro começou esta quarta-feira (27) com as atenções divididas entre a prévia da inflação no Brasil, a queda do petróleo no exterior e os desdobramentos das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã. O dólar iniciou a sessão sob monitoramento dos investidores, enquanto o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: Free Pik
No exterior, os preços do petróleo caíam nesta manhã, em meio à expectativa de avanços diplomáticos para reduzir a tensão no Oriente Médio. Por volta do início do dia, o Brent, referência internacional, recuava perto de 3%, enquanto o WTI, usado como referência nos Estados Unidos, também operava em queda.
A oscilação da commodity segue no radar porque afeta diretamente a inflação global, os custos de combustíveis e o desempenho de empresas ligadas ao setor de energia. Na terça-feira (26), o Ibovespa fechou em queda de 0,69%, aos 176.589,03 pontos, em um dia marcado por cautela com o cenário internacional. O dólar à vista encerrou o pregão anterior a R$ 5,0274, com alta de 0,17%.
No cenário doméstico, o principal indicador do dia é o IPCA-15 de maio, considerado a prévia da inflação oficial. A divulgação está prevista na agenda do IBGE para esta quarta-feira. Projeções de mercado apontavam alta de 0,57% no mês, depois de avanço de 0,89% em abril.
O resultado é acompanhado de perto porque pode influenciar as expectativas para os juros no Brasil. Caso a inflação venha acima do esperado, tende a reforçar a cautela sobre cortes na Selic. Se vier mais baixa, pode aliviar parte da pressão sobre o Banco Central, embora o mercado ainda acompanhe os efeitos do petróleo e do câmbio.
Além da agenda econômica, investidores acompanham a votação da proposta que trata do fim da escala 6x1 em comissão da Câmara dos Deputados. O tema tem impacto potencial sobre custos trabalhistas, organização das jornadas e setores intensivos em mão de obra, como comércio, serviços e indústria.
A Câmara informou que o cronograma da comissão previa a análise do texto nesta semana, após audiências públicas com representantes do governo, trabalhadores, empregadores e especialistas. A proposta ainda precisa avançar nas etapas legislativas antes de eventual mudança nas regras de jornada.
Nos mercados internacionais, bolsas europeias e futuros de Wall Street indicavam melhora no apetite por risco nesta manhã, apoiados pela queda do petróleo e pela expectativa de negociação no Oriente Médio. Na Ásia, os índices fecharam sem direção única.
O dia deve ser marcado por volatilidade, com investidores reagindo ao IPCA-15, aos sinais vindos do exterior e à tramitação da pauta trabalhista no Congresso. No Brasil, o comportamento do dólar e do Ibovespa ao longo da sessão deve refletir a combinação entre inflação, petróleo, juros e cenário político.