Nunes Marques dá 20 dias para PGR se manifestar sobre revisão criminal de Bolsonaro

Defesa pede anulação ou revisão da condenação por tentativa de golpe; julgamento ainda não tem data e decisão não muda pena automaticamente.

27/05/2026 às 13:36 por Redação Plox

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu prazo de 20 dias para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifeste sobre a revisão criminal apresentada pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, segundo a revista Veja.

O pedido busca anular ou rever a condenação de Bolsonaro no processo sobre a tentativa de golpe de Estado.

Nunes Marques aciona PGR e abre nova etapa para revisão criminal de Bolsonaro no STF

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE Versão em áudio


Pedido tenta derrubar pena de 27 anos

Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e três meses de prisão.

A decisão, tomada em 2025, reconheceu a condenação pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A revisão criminal tramita como uma ação autônoma usada para questionar condenações definitivas.

No caso de Bolsonaro, a defesa sustenta que houve “erro judiciário” e pede que a condenação seja desfeita.

A data de julgamento ainda não foi definida.

Defesa questiona julgamento e delação de Mauro Cid

Entre os principais argumentos, os advogados do ex-presidente afirmam que o caso deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo, e não pela Primeira Turma.

A defesa também questiona a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e alega falta de acesso integral a provas usadas na investigação.

O recurso pede, entre outros pontos, a absolvição de Bolsonaro, a anulação da colaboração de Mauro Cid e a remessa do caso ao plenário da Corte.

As alegações ainda serão analisadas pelo Supremo, e não significam, por si só, mudança na condenação.

PGR será ouvida antes de nova decisão

Com a abertura do prazo, caberá agora à Procuradoria-Geral da República apresentar manifestação sobre o pedido da defesa.

Depois disso, Nunes Marques poderá dar andamento ao rito da revisão criminal e submeter a questão ao colegiado competente no STF, conforme as regras internas da Corte.

A movimentação processual não anula automaticamente a condenação.

A revisão criminal só terá efeito se o Supremo acolher os argumentos da defesa ao final da análise.

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