PF e CGU cumprem 31 mandados na Operação Sem Desconto e investigam descontos no INSS
Com aval do STF, nova fase investiga suposto esquema nacional de descontos associativos sem autorização em aposentadorias e pensões; não houve prisões nesta etapa.
Um homem de 53 anos foi preso durante a Operação Mercado Oculto, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais nessa terça-feira (26), para combater uma possível rede de desmanche e venda clandestina de peças automotivas na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços, um em Igarapé e outro em Betim, onde ocorreu a prisão.
Operação Mercado Oculto prende homem e encontra veículos furtados e motores em galpão na Grande BH
Foto: Divulgação/PCMG
Segundo a PCMG, as investigações indicam que os imóveis tinham funções diferentes dentro do esquema. Em um galpão em Igarapé, os policiais encontraram três veículos furtados em processo de desmontagem, quatro motores com registro de furto e diversas peças sem identificação.
A cerca de 17 quilômetros do galpão, em Betim, funcionava um estabelecimento de peças usadas que, conforme a Polícia Civil, seria utilizado para comercializar os componentes retirados dos veículos. No local, os investigadores localizaram peças compatíveis com os carros apreendidos em Igarapé.
Ainda durante as buscas, os policiais encontraram dois veículos estacionados no estabelecimento com a mesma placa de identificação. De acordo com a PCMG, os carros teriam sido usados no transporte das peças desmontadas, dentro da cadeia de distribuição do desmanche clandestino.
O homem preso é apontado pela Polícia Civil como proprietário da empresa em Betim, dos dois veículos com sinais de adulteração e também como responsável pelo galpão localizado em Igarapé. Ele foi autuado em flagrante por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e associação criminosa.
Segundo a PCMG, o investigado já responde a outros sete inquéritos por receptação e adulteração de sinais identificadores de veículo. As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos na rede e a origem das peças apreendidas.