Comissão da Câmara aprova PEC que acaba com escala 6x1 e reduz jornada semanal para 40 horas

Texto foi aprovado por 34 a 4 e ainda precisa passar pelo plenário da Câmara em dois turnos antes de seguir ao Senado.

27/05/2026 às 18:19 por Redação Plox

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (27), o texto da PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais. A aprovação ocorreu por 34 votos a 4, mas a mudança ainda não está valendo: a proposta precisa passar pelo plenário da Câmara, em dois turnos, e depois pelo Senado.

O que muda no texto aprovado

Pelo parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), a jornada semanal cairá em duas etapas. Sessenta dias após a eventual promulgação da emenda constitucional, o limite passará para 42 horas semanais, já com dois dias de repouso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Depois de mais 12 meses, a carga máxima será de 40 horas semanais.

A proposta mantém a possibilidade de acordos e convenções coletivas para compensação de horários e regimes diferenciados. Atividades como saúde, segurança, transporte, limpeza urbana e a escala 12x36 poderão ter regras próprias, desde que respeitados os limites previstos no texto aprovado.

Leo Prates (Republicanos-BA)

Foto: Reprodução


Tramitação ainda depende de votação no plenário

A aprovação na comissão é uma etapa importante, mas não conclui a mudança na Constituição. Para avançar na Câmara, a PEC precisa do apoio de pelo menos 308 deputados, em dois turnos de votação. Se for aprovada, seguirá para análise dos senadores.

A comissão também rejeitou uma tentativa de antecipar a validade imediata das duas folgas semanais. Com isso, foi mantida a regra de início 60 dias após a promulgação, caso a PEC seja aprovada definitivamente pelo Congresso.

A aprovação ocorreu por 34 votos a 4, mas a mudança ainda não está valendo: a proposta precisa passar pelo plenário da Câmara, em dois turnos, e depois pelo Senado.

Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados


Regras especiais e exceções

O texto prevê que microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte poderão ter regras específicas definidas posteriormente por lei complementar, desde que haja preservação dos empregos. Para contratos públicos e terceirizados, a redução da jornada só passará a valer após aditivo contratual, com prazo de até 12 meses para adaptação.

A proposta aprovada pela comissão substitui versões anteriores que previam jornada de 36 horas semanais. O acordo final ficou em 40 horas, com duas folgas remuneradas por semana. Até a conclusão da tramitação no Congresso, seguem valendo as regras atuais da legislação trabalhista.

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