PF apreende R$ 287 mil em sacos de lixo na casa de servidor do INSS em PE durante operação contra fraudes

A nova fase da Operação Sem Desconto também teve apreensão de dois carros de luxo e cumpriu mandados e medidas autorizadas pelo STF, segundo a CGU.

27/05/2026 às 16:27 por Redação Plox

A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em dinheiro vivo escondidos em sacos de lixo na casa de um servidor do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Pernambuco. A apreensão ocorreu nesta quarta-feira (27/05/2026), durante uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.

A suspeita é que aposentados e pensionistas tenham tido valores debitados como se fossem filiados a associações, sem autorização

Foto: Agencia Brasil

De acordo com a apuração divulgada pelo g1, os valores estavam dentro de sacolas colocadas em uma mala, e a ação também resultou na apreensão de dois carros de luxo. A reportagem informa ainda que mandados foram cumpridos em endereços no Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Paraíba.

Mandados autorizados pelo STF e medidas cautelares

Em nota, a Controladoria-Geral da União (CGU) informou que a etapa desta quarta-feira cumpriu 31 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com foco em aprofundar as investigações e preservar bens ligados aos suspeitos.

Segundo a CGU, também foram expedidos quatro mandados de prisão temporária nesta fase da operação, além de medidas para impedir ocultação e dilapidação patrimonial durante a apuração.

Como funcionava o esquema investigado

As investigações miram a atuação de entidades associativas que, conforme apontam PF e CGU, teriam viabilizado descontos mensais indevidos diretamente na folha de beneficiários do INSS. A suspeita é que aposentados e pensionistas tenham tido valores debitados como se fossem filiados a associações, sem autorização.

A primeira fase da Operação Sem Desconto foi deflagrada em 23/04/2025. Na ocasião, a CGU informou que o valor estimado cobrado de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024 chega a R$ 6,3 bilhões, quantia que inclui cobranças sob suspeita de irregularidade.

A PF e a CGU informaram que a investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e possíveis crimes, incluindo fraudes contra a administração pública e ocultação de patrimônio. Até o momento, não foram divulgados os nomes dos investigados citados nesta etapa.

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