PF investiga suspeita de imóveis como contrapartida em operações bilionárias entre BRB e Banco Master

Investigação aponta que Paulo Henrique Costa teria aceitado seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões enquanto o banco público direcionava aproximadamente R$ 12 bilhões ao Master em operações consideradas irregulares.

27/05/2026 às 08:21 por Redação Plox

A PF suspeita que os imóveis tenham sido usados como contrapartida a operações bilionárias feitas pelo BRB com o Banco Master. Segundo os investigadores, Paulo Henrique Costa teria aceitado receber seis imóveis avaliados em cerca de R$ 146 milhões, dos quais aproximadamente R$ 74 milhões já teriam sido pagos. A investigação afirma que, no mesmo período, o banco público direcionava cerca de R$ 12 bilhões ao Master em operações consideradas irregulares.

PF suspeita que os imóveis tenham sido usados como contrapartida a operações bilionárias feitas pelo BRB com o Banco Master.

Foto: Reprodução/Redes Sociais


Apartamentos de alto padrão

Os diálogos indicam que Vorcaro acompanhava a busca por imóveis destinados ao então presidente do BRB. Em novembro de 2024, ele teria pedido a uma corretora que apresentasse apartamentos de alto padrão em São Paulo. Em uma das conversas, a corretora relatou que a existência de quadra de tênis era um ponto considerado essencial por Costa. Um dos imóveis avaliados ficava no condomínio Heritage, no Itaim Bibi, e teria valor aproximado de R$ 45 milhões.

“Necessidade de caixa”

Depois de uma visita a uma unidade no mesmo condomínio, Paulo Henrique Costa enviou a mensagem em que agradeceu Vorcaro e afirmou:

“Estamos juntando nossas vidas”

Em outro trecho citado na investigação, o ex-presidente do BRB perguntou ao banqueiro qual seria sua “necessidade de caixa”, em referência, segundo a apuração, à possibilidade de novos repasses financeiros do BRB ao Banco Master.

Operação Compliance Zero

Paulo Henrique Costa foi preso em 16 de abril, na quarta fase da Operação Compliance Zero. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, essa etapa investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos e corrupção de gestores envolvidos nas negociações apuradas. A operação também mira crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, corrupção e lavagem de dinheiro.

Defesas negam irregularidades.

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