Operação da PF investiga grupo suspeito de promover migração clandestina para os EUA em Governador Valadares

Operação Contrabando de Almas cumpriu quatro mandados de busca em três cidades e teve sequestro de até R$ 10 milhões autorizado pela Justiça Federal.

27/05/2026 às 09:15 por Redação Plox

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (27), a Operação Contrabando de Almas para apurar um esquema de migração irregular de brasileiros para os Estados Unidos. A ação cumpriu mandados em Governador Valadares, no Leste de Minas, além de Nova Lima e Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Policial durante o cumprimento de mandado

Policial durante o cumprimento de mandado

Foto: Polícia Federal


Esquema teria emitido dezenas de passagens

Segundo a PF, diligências preliminares indicam a existência de uma estrutura criminosa responsável por agenciar pelo menos 130 pessoas. O grupo investigado teria organizado viagens com emissão de dezenas de passagens aéreas e uso de rotas clandestinas pela América Central e pelo México para levar brasileiros até os Estados Unidos.

A investigação avançou após registros de deportações de possíveis pessoas agenciadas pelo esquema. Para a Polícia Federal, esses casos reforçaram a necessidade de aprofundar as apurações sobre a atuação dos investigados.

Justiça autoriza bloqueio de bens

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão: dois em Governador Valadares, um em Nova Lima e um em Ibirité. A Justiça Federal também autorizou o sequestro de até R$ 10 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

A PF informou que os envolvidos poderão responder pelo crime de promoção de migração ilegal, cuja pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa. Outros crimes conexos também são apurados. Até a última divulgação oficial, não havia informação sobre prisões durante a operação.

Investigação segue em Minas

Governador Valadares é historicamente associada a fluxos migratórios para os Estados Unidos, e a nova operação reforça a atuação da Polícia Federal contra grupos que exploram financeiramente pessoas interessadas em deixar o país de forma irregular.

As apurações seguem sob responsabilidade da Polícia Federal em Minas Gerais. O material apreendido durante as buscas deve ser analisado para identificar outros possíveis envolvidos, rotas utilizadas e valores movimentados pelo esquema.

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