PEC do fim da escala 6x1 avança na Câmara com redução da jornada; veja quem votou contra no 1º turno
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) informou que repudia a invasão e atos de intimidação registrados na madrugada desta quarta-feira (27) contra um acampamento de estudantes em greve montado no Ciclo Básico (CB), no campus de Barão Geraldo, em Campinas (SP). A Reitoria afirmou que o grupo envolvido seria formado por pessoas “estranhas à comunidade universitária” e disse que já adota medidas administrativas e jurídicas para apurar responsabilidades.
Estudantes relatam invasão em acampamento de greve na Unicamp.
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Em nota oficial publicada no Portal Unicamp, a universidade declarou que episódios de invasão, filmagens não autorizadas e ações que coloquem em risco a segurança e a integridade física de estudantes, docentes e funcionários são “intoleráveis”, por representarem afronta à autonomia universitária e à convivência democrática. A instituição reforçou ainda que defende o diálogo como caminho para resolver conflitos e que não tolera coerção, intimidação ou violência.
O caso também foi registrado pelas autoridades policiais. Conforme informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e repercutidas na imprensa local, um vigilante relatou que cinco homens teriam ido até o local durante a noite, com ofensas e ameaças, e que barracas foram derrubadas. A Polícia Militar foi acionada, e a ocorrência foi encaminhada ao 7º Distrito Policial, no distrito de Barão Geraldo.
Entidades estudantis relataram agressões a estudantes que faziam a segurança do acampamento e divulgaram imagens do episódio em redes sociais. Até a última atualização pública consultada pela reportagem, não havia detalhamento oficial sobre suspeitos identificados ou prisões relacionadas ao caso.
Em meio à mobilização estudantil, a Reitoria vinha informando, nos últimos dias, que mantém um canal institucional de diálogo com representantes do movimento grevista. Em nota publicada em 20 de maio, a universidade relatou a realização de uma primeira reunião de negociação com lideranças estudantis e o encaminhamento de pedido para consolidação das reivindicações em um documento único.
A Unicamp afirmou que adotará providências para preservar a segurança e a tranquilidade em todas as áreas do campus. A investigação do registro policial deve apurar as circunstâncias do episódio e a autoria das intimidações relatadas.