Cleitinho defende PEC do fim da escala 6x1 e leva 1 kg de carne ao Senado para criticar custo de vida
Senador pediu a votação da proposta que prevê jornada de 40 horas em cinco dias, com dois de descanso e sem redução salarial; Senado aprovou sessão temática sobre impactos do texto.
28/05/2026 às 16:59por Redação Plox
28/05/2026 às 16:59
— por Redação Plox
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) usou a tribuna do Senado, nessa quarta-feira (27), para defender a votação da PEC que acaba com a escala 6x1. Durante o discurso, ele exibiu uma sacola com cerca de 1 kg de carne como forma de criticar o custo de vida e pressionar a Casa a avançar na análise da proposta.
Na tribuna, o senador Cleitinho (Republicanos) argumentou que trabalhador brasileiro não consegue comprar um 1kg de carne com o dinheiro de um dia de trabalho
Foto: crédito: Carlos Moura/Agência Senado
PEC já foi aprovada pela Câmara
A proposta foi aprovada pela Câmara dos Deputados em dois turnos e agora segue para análise dos senadores. No segundo turno, foram 461 votos favoráveis e 19 contrários. O texto prevê jornada de 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso, sem redução salarial.
Carne virou símbolo no discurso
Ao mostrar o produto no plenário, Cleitinho afirmou que havia pagado R$ 70 pelo quilo de carne e comparou o valor ao rendimento diário de trabalhadores. O senador disse que o trabalhador submetido à escala 6x1 enfrenta perda de poder de compra e defendeu que a discussão seja tratada como uma pauta social, não ideológica.
O parlamentar também criticou benefícios recebidos por integrantes da classe política e afirmou que, antes de retirar direitos da população, seria necessário rever privilégios dentro do poder público. Em outro trecho, Cleitinho disse que a pauta deve ser analisada “acima” das disputas entre esquerda e direita.
Senado fará debate sobre o tema
A tramitação no Senado ainda terá novos capítulos. A Casa aprovou requerimento para realizar uma sessão temática sobre os impactos sociais e econômicos da PEC 221/2019. A data do debate ainda será marcada pela Mesa do Senado.
Caso seja aprovada pelos senadores, a proposta altera regras da jornada de trabalho no país. Até lá, o texto permanece em discussão no Congresso, enquanto parlamentares favoráveis e contrários tentam influenciar a votação no Senado.