Grupo Coelho Diniz confirma compra do Colégio Angélica, mas nega plano de demolição

Prefeitura e Conselho de Patrimônio afirmam que não há pedido de intervenção protocolado e reforçam que o prédio é bem tombado no município.

28/05/2026 às 09:52 por Redação Plox

O Grupo Coelho Diniz confirmou a aquisição da área onde fica o antigo Colégio Angélica, na rua Maria Matos, no Centro de Coronel Fabriciano, mas negou que exista intenção de demolir o prédio histórico.

O imóvel, vendido pelas Irmãs Carmelitas da Divina Providência, virou assunto central na cidade nos últimos dias diante da preocupação de moradores, ex-alunos e defensores do patrimônio cultural.


Foto: Stella/Plox


Família diz que compra é investimento

Segundo apuração do Diário do Aço, representantes da família Diniz estiveram reunidos em Belo Horizonte com o vereador Zezinho Sintrocel (PSB), na terça-feira (27), para tratar da repercussão em torno da compra.

Alex e Vinícius Diniz teriam informado ao parlamentar que a aquisição foi feita como investimento patrimonial e que não há, neste momento, projeto definido para o local.

A área tem forte valor imobiliário pela localização e pela dimensão do terreno.

Além do prédio histórico, construído no início da década de 1950 e conhecido pela fachada imponente e pelas dezenas de janelas, a propriedade inclui lotes no entorno, com acessos pelas ruas Angélica e São Sebastião.

A avaliação estimada da área é de R$ 25 milhões, conforme informações repassadas à reportagem do Diário do Aço.

Prefeitura defende preservação

A venda reacendeu o debate sobre o futuro do Colégio Angélica, que é tombado como patrimônio histórico municipal.

Nesta semana, o prefeito Sadi Lucca (PL) afirmou publicamente que o prédio não será demolido e que qualquer intervenção depende de autorização da Prefeitura e do Conselho de Patrimônio Histórico de Coronel Fabriciano.

O diretor de Cultura e presidente do conselho, Teco Teixeira, também informou que nenhum pedido de obra, reforma ou intervenção foi apresentado até agora.

A Prefeitura diz que acompanhará qualquer movimentação envolvendo o imóvel, considerado um dos símbolos da memória educacional e cultural da cidade.

Uso público ainda é possibilidade

Sadi Lucca afirmou ao Diário do Aço que a compra do prédio pelo município seria inviável no momento por limitações financeiras.

Mesmo assim, o prefeito disse que pretende abrir diálogo com os novos proprietários para tentar negociar a cessão de parte do espaço para uso público, com possibilidade de abrigar biblioteca, museu e estruturas voltadas à preservação da história de Coronel Fabriciano.

Mobilização marcada para sábado

A preocupação com o destino do imóvel motivou a organização de um ato público em defesa da preservação do Colégio Angélica.

Empresários, ex-alunos, ex-funcionários e moradores articulam um abraço simbólico ao prédio na manhã de sábado (30), em frente ao colégio.

Até o momento, não há anúncio de projeto para a área nem solicitação formal de intervenção no bem tombado.

A discussão deve continuar nos próximos dias, com pressão da comunidade para que a venda não resulte em descaracterização do patrimônio histórico.

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