Dólar abre em alta após tensão entre EUA e Irã perto do Estreito de Ormuz

Piora no ambiente externo eleva o petróleo e aumenta preocupações com combustíveis, inflação e juros; no Brasil, mercado acompanha PEC da jornada de 40 horas e dados do IBGE e do Caged.

28/05/2026 às 09:40 por Redação Plox

O dólar abriu esta quinta-feira (28) em alta diante da piora do ambiente externo, com investidores reagindo a novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã perto do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o petróleo. Por volta do início da manhã, a moeda americana era negociada na casa de R$ 5,07, em avanço frente ao real.

O movimento ocorre em um dia de atenção também para a agenda doméstica. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, ainda não havia iniciado o pregão nos primeiros momentos da manhã. Na véspera, o índice fechou em queda, enquanto o mercado já acompanhava o avanço da proposta que muda regras da jornada de trabalho no país.


Dólar, moeda norte-americana

Dólar, moeda norte-americana

Foto: Free Pik


Petróleo e tensão no Oriente Médio

A cautela ganhou força após o Irã afirmar que atacou uma base aérea americana em resposta a uma ofensiva dos Estados Unidos contra uma operação iraniana de drones na região de Bandar Abbas, próxima ao Estreito de Ormuz. Autoridades americanas disseram que as ações tiveram caráter defensivo, enquanto Teerã classificou o episódio como resposta a uma agressão.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais sensíveis do comércio global de energia. Com a escalada militar, o petróleo voltou a subir no mercado internacional, aumentando a preocupação com custos de combustíveis, inflação e juros em diferentes economias.

Escala 6x1 entra no radar

No Brasil, investidores também avaliam os efeitos da PEC aprovada pela Câmara dos Deputados que reduz a jornada semanal para 40 horas e prevê dois dias de descanso por semana, abrindo caminho para o fim da escala 6x1. O texto foi aprovado em dois turnos e agora segue para análise do Senado.

A proposta prevê transição para a nova carga horária e mantém a redução sem corte salarial. Embora o tema tenha forte impacto social, o mercado acompanha possíveis reflexos sobre custos trabalhistas, produtividade e negociações coletivas em setores que dependem de funcionamento contínuo.

Desemprego e Caged no foco

A agenda econômica ainda traz novos dados do mercado de trabalho. A taxa de desemprego ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta. O resultado veio abaixo da mediana das projeções consultadas pela Reuters, que apontava taxa de 5,9%.

Mais tarde, o Ministério do Trabalho e Emprego divulga os dados do Novo Caged referentes a abril, com o saldo de vagas formais com carteira assinada. A apresentação está marcada para 14h30, em Brasília, e deve ajudar a calibrar a leitura sobre a força do emprego no país.

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