Golpe clona campanha de criança com doença rara e desvia R$ 250 mil em doações
Investigação aponta prejuízo estimado em R$ 250 mil e apura se o grupo aplicou golpes semelhantes em outras campanhas.
28/05/2026 às 11:43por Redação Plox
28/05/2026 às 11:43
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
Uma operação da Polícia Civil desarticulou, nesta quinta-feira (28), um grupo suspeito de desviar doações destinadas ao tratamento de uma criança com síndrome rara, em Capão da Canoa, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O prejuízo estimado é de R$ 250 mil, segundo a investigação.
A ação, coordenada pela Polícia Civil gaúcha, ocorreu de forma simultânea no Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Até a última atualização das informações, duas pessoas haviam sido presas, uma em Contagem, na Grande BH, e outra em Londrina, no Paraná.
Quadrilha desviou R$ 250 mil de campanha para tratamento de criança no RS
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Página falsa imitava campanha oficial
De acordo com a polícia, os suspeitos teriam criado um site falso que copiava a página oficial de arrecadação para o tratamento da criança. A imagem dela era usada para convencer doadores a fazer transferências, acreditando que o dinheiro seria encaminhado à família.
A investigação aponta que o grupo utilizava ferramentas digitais para alterar a chave Pix no momento da doação. Com isso, os valores eram enviados para uma conta ligada a uma empresa de fachada, e não para os responsáveis pela campanha verdadeira.
Doador percebeu divergência no Pix
O caso começou a ser investigado depois que um doador desconfiou da transação. Ao tentar fazer uma transferência, ele percebeu que o nome do destinatário indicado pelo Pix era de uma empresa de fora do Rio Grande do Sul, e não da família da criança.
Segundo o delegado Ebert Moreira Neto, responsável pela apuração, a polícia agora investiga se o mesmo grupo criou outras páginas falsas para aplicar golpes usando campanhas de arrecadação de outras vítimas.
Investigação continua
A Polícia Civil deve aprofundar a análise dos materiais apreendidos e das movimentações financeiras vinculadas às contas investigadas. Os suspeitos são investigados por envolvimento em fraude contra doadores que acreditavam contribuir para um tratamento médico.