Gaeco e Receita apreendem dinheiro em várias moedas em operação contra lavagem ligada ao PCC no setor de combustíveis

Mandados foram cumpridos em cinco estados e também resultaram na apreensão de passaportes; valor total recolhido ainda não foi divulgado.

28/05/2026 às 09:55 por Redação Plox

Uma nova fase da investigação sobre fraudes no mercado de combustíveis levou a apreensões de dinheiro em espécie em diferentes moedas durante o cumprimento de mandados nesta quinta-feira (28/05/2026). A ação, chamada Operação Fluxo Oculto, é conduzida pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo em parceria com a Receita Federal e apura um esquema de lavagem de dinheiro com suspeita de conexão com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Polícia apreende dinheiro vivo na operação Fluxo Oculto, deflagrada contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

Polícia apreende dinheiro vivo na operação Fluxo Oculto, deflagrada contra esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

Foto: Reprodução


De acordo com as informações divulgadas na manhã desta quinta, investigadores encontraram maços de cédulas em reais, dólares, euros e até rand (moeda oficial da África do Sul), além de passaportes. Até o momento, não havia divulgação oficial do valor total apreendido.

Foram localizados diversos maços de dinheiro em várias moedas. Entre as cédulas apreendidas há reais, dólares, euros e rand sul-africano, moeda oficial da África do Sul

Foram localizados diversos maços de dinheiro em várias moedas. Entre as cédulas apreendidas há reais, dólares, euros e rand sul-africano, moeda oficial da África do Sul

Foto: Reprodução


Mandados em cinco estados e foco em fintechs

A força-tarefa cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados a empresários, operadores logísticos e suspeitos de atuar como laranjas. As ordens judiciais atingem alvos em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, segundo reportagens publicadas ao longo da manhã.

Autoridades ainda não informaram o valor total apreendido na Operação Fluxo Oculto

Autoridades ainda não informaram o valor total apreendido na Operação Fluxo Oculto

Foto: Reprodução


O núcleo investigado, conforme os investigadores, teria mantido a operação financeira do esquema mesmo após a primeira etapa da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025. A apuração aponta o uso de fintechs e empresas de fachada para movimentar recursos e ocultar patrimônio.

Como o esquema tentava “esconder” o rastro do dinheiro

Segundo informações divulgadas sobre a investigação, o grupo concentrava a movimentação financeira de dezenas de postos em poucas contas e migrou recursos entre instituições de pagamento para dificultar rastreamento. Em um exemplo citado, as operações de 56 postos teriam sido concentradas em uma única conta, estratégia que buscaria reduzir a visibilidade do fluxo financeiro para órgãos de controle.

Contexto: adulteração de combustível e “máfia da nafta”

Registro da reportagem: Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

Registro da reportagem: Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.

Foto: Divulgação/MP-SP


A nova fase também se conecta a frentes que investigam a adulteração de combustíveis e o suposto desvio de solventes petroquímicos (nafta) para uso irregular como gasolina, além de suspeitas de sonegação. As autoridades investigam se o esquema usava camadas do mercado financeiro para “limpar” ganhos obtidos com fraudes tributárias e físicas no setor.

As investigações seguem em andamento e novas informações — como o total de valores e itens apreendidos — dependem de atualização oficial dos órgãos responsáveis.

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