Brasil empata com Marrocos na estreia da Copa do Mundo de 2026, e desempenho preocupa
Em Nova Jersey, seleção saiu atrás com Ismael Saibari e buscou o 1 a 1 com jogada individual de Vinícius Júnior; próxima partida será contra o Haiti.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (28), uma nova fase da Operação Carbono Oculto para apurar a continuidade de um esquema de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal com uso de fintechs e empresas de fachada. A ação cumpre 55 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais, conforme informações divulgadas em reportagem do g1.
Registro da reportagem: Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo.
Foto: Divulgação/MP-SP
De acordo com as autoridades, a etapa — batizada de Operação Fluxo Oculto — busca demonstrar que o grupo investigado teria mantido a estrutura financeira mesmo após a primeira grande ofensiva da Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto de 2025, que apurou a infiltração do PCC no setor de combustíveis e o uso de mecanismos do mercado financeiro para ocultação de recursos.
Um dos focos da nova fase é o suposto uso de instituições de pagamento como “dutos” para concentrar o dinheiro de dezenas de postos em estruturas que dificultariam a rastreabilidade. O modelo descrito na apuração envolve a centralização de valores em contas vinculadas ao CNPJ da fintech (as chamadas “contas-bolsão”), enquanto a identificação de cada beneficiário ocorreria apenas em registros internos (“contas gráficas”), criando um ponto cego para órgãos de controle, segundo a investigação.
As investigações também apontam que os envolvidos teriam migrado recursos entre diferentes fintechs e substituído empresas e quadros societários para tentar driblar fiscalização e dar continuidade ao esquema, que teria o PCC como beneficiário indireto das movimentações financeiras — hipótese tratada pelo Ministério Público como “convergência criminal” (compartilhamento de estrutura entre grupos), conforme noticiado pelo g1.
Mohamad Hussein Mourad, apelidado de Primo, e Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco.
Foto: Montagem g1/Reprodução/Redes sociais/Polícia Civil
Segundo a apuração divulgada, a investigação atribui a liderança do esquema a Mohamad Hussein Mourad (o “Primo”) e Roberto Augusto Leme da Silva (o “Beto Louco”), que estariam foragidos desde a deflagração de agosto de 2025. Em 2025, a Agência Brasil informou que, naquela megaoperação, houve mandados de prisão não cumpridos e a existência de foragidos após as ações policiais.
Relatórios de inteligência financeira analisados na investigação indicariam movimentações atípicas e suspeitas de quase R$ 4 bilhões, ainda segundo a reportagem do g1. A matéria também aponta que houve tentativa de negociação de delação premiada, rejeitada pelos promotores por suposta omissão de informações relevantes sobre lavagem, conexões com o PCC e corrupção.
Além do braço financeiro, outra frente da operação mira um esquema conhecido como “máfia do nafta”, com desvio de solventes petroquímicos importados (com tributação menor) para uso ilegal como gasolina, com mistura em distribuidoras e terminais terrestres. O prejuízo fiscal estimado, conforme divulgado na apuração do g1, passa de R$ 200 milhões na diferença tributária.
Até o momento, não havia confirmação pública de prisões nesta fase, e as diligências seguem em andamento. O PLOX tenta contato com defesas e empresas citadas na apuração; caso haja manifestação formal, o texto será atualizado com a versão dos citados.