PEC do fim da escala 6x1 avança na Câmara com redução da jornada; veja quem votou contra no 1º turno
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28 de maio de 2026), duas operações para apurar suspeitas de crimes contra a honra praticados em redes sociais contra vereadores de Presidente Prudente e de Santo Expedito, no interior de São Paulo. As ações, batizadas de Persona e Vox, cumpriram mandados de busca e apreensão e miram os responsáveis por perfis que teriam sido usados para publicar ofensas e imputações consideradas falsas.
Polícia Civil desencadeia as operações Persona, em Presidente Prudente, e Vox, em Santo Expedito
Foto: Reprodução/Polícia Civil
A ofensiva foi coordenada pela Delegacia Seccional de Polícia Civil de Presidente Prudente. Em nota divulgada pela corporação e reproduzida por veículos regionais, a Polícia Civil ressaltou que o ambiente digital “não é território sem lei” e que liberdade de expressão não se confunde com o direito de ofender, difamar ou atribuir crimes a terceiros.
Na Operação Persona, a investigação busca identificar quem administrava uma página em rede social apontada como instrumento de difamação contra parlamentares de Presidente Prudente. A apuração teve início após registro de boletim de ocorrência e requerimentos das vítimas, que relataram a divulgação de conteúdos audiovisuais manipulados e comentários depreciativos, com potencial de grande disseminação.
Após análise técnica de dados, a Polícia Civil informou ter identificado endereços associados à origem das publicações, o que embasou os pedidos de busca e apreensão autorizados pela Justiça. Os mandados foram cumpridos de forma simultânea em Presidente Prudente e Ourinhos. A corporação não detalhou, no material acessado pela reportagem, a lista completa de itens apreendidos nessa fase.
Já a Operação Vox foi voltada a um perfil citado por vereadores de Santo Expedito como responsável por comentários e postagens ofensivas em espaços de grande visibilidade pública — incluindo transmissões ao vivo das sessões da Câmara e publicações no Instagram. De acordo com a Polícia Civil, em tese, as condutas podem se enquadrar nos crimes de calúnia, difamação e injúria.
Conforme noticiado pela imprensa regional com base em informações oficiais, os mandados foram cumpridos na casa de um investigado, em Alfredo Marcondes, e também no local de trabalho dele, nas dependências da Prefeitura de Santo Expedito. Durante as diligências, foram apreendidos um celular, um roteador, um notebook e um computador desktop, que deverão passar por perícia para verificar a existência de vestígios digitais e eventual vínculo com o perfil investigado.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com análise do material recolhido, e que novos desdobramentos podem ocorrer conforme os resultados periciais, respeitando o devido processo legal e o direito à ampla defesa. Procurada, a Prefeitura de Santo Expedito não havia se manifestado até a última atualização publicada por veículos que acompanharam o caso.