O PSOL de Minas Gerais decidiu mudar a rota para as eleições de 2026 e trabalhar pela construção de uma candidatura única do campo progressista ao Governo do Estado.
A orientação foi anunciada nesta quinta-feira (28), em Belo Horizonte, pela nova presidente estadual da sigla, a vereadora , que assumiu o comando do partido após a saída de Carol Souza da presidência.
Aposta na unidade da esquerda
A decisão acompanha a prioridade definida nacionalmente pelo partido: fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas, segundo maior colégio eleitoral do país.
Na prática, o PSOL deve aprofundar as conversas com a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, em vez de lançar um nome próprio para disputar o Palácio Tiradentes.
Iza Lourença afirmou que o partido vai concentrar esforços na unidade do campo progressista.
A dirigente disse que uma candidatura própria só voltaria ao debate caso a articulação com outras legendas se tornasse inviável.
O movimento ocorre em meio às indefinições do PT sobre quem apoiará na disputa estadual.
Histórico pode ser rompido
Se a estratégia for confirmada nas convenções e no registro de candidaturas, será a sem presença do PSOL na disputa pelo governo mineiro.
Em 2006, a legenda integrou chapa da Frente de Esquerda Socialista.
A partir de 2010, passou a lançar nomes próprios ao Executivo estadual, com Luiz Carlos Ferreira, Fidélis Alcântara, Dirlene Marques e Lorene Figueiredo nas últimas quatro eleições.
O calendário eleitoral ainda prevê que partidos e federações façam convenções até 5 de agosto para escolher candidatos e deliberar sobre coligações.
Por isso, a composição final da esquerda em Minas dependerá das negociações entre as legendas e da definição do nome que terá apoio de Lula no estado.
Impasse no PT e foco no Senado
Nos bastidores, o PT ainda tenta resolver o impasse sobre a candidatura ao governo.
O senador Rodrigo Pacheco (PSB) foi tratado como opção preferencial em articulações ligadas a Lula, mas tem sinalizado resistência a entrar na disputa.
Outros nomes também circulam nas conversas do campo governista.
Sem candidatura própria ao governo, o PSOL deve concentrar sua principal aposta em Minas na pré-candidatura da ex-deputada federal ao Senado.
A legenda também busca uma composição para que o campo progressista tenha apenas duas candidaturas ao Senado, com Áurea e a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, do PT, disputando as duas vagas abertas por Minas em 2026.