PEC do fim da escala 6x1 avança na Câmara com redução da jornada; veja quem votou contra no 1º turno
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios que abastece a Região Metropolitana de São Paulo, seguirá em Faixa 2 (Atenção) a partir de 1º de junho. A informação foi divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pela Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), com base nos critérios previstos na Resolução Conjunta nº 925, de 29 de maio de 2017.

Foto: Divulgação
Dentro dessa faixa operacional, a SABESP fica autorizada a captar até 31 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira. Em cenário classificado como normal, a retirada pode chegar a 33 m³/s, conforme os parâmetros do regramento em vigor.
Na sexta-feira, 29 de maio, o Cantareira registrou 40,52% do volume útil. O resultado indica uma redução em relação aos 42,51% observados em 30 de abril, último dia útil daquele mês. Ainda assim, como o índice permaneceu acima do patamar de 40% no encerramento de maio, a operação do sistema em junho de 2026 continua enquadrada na Faixa 2 – Atenção.
ANA e SP Águas também destacaram que, durante o período seco de 2026 — de 1º de junho a 30 de novembro —, as vazões a serem liberadas para as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) são definidas por meio de comunicado dos Comitês PCJ, encaminhado à SP Águas.
Como ação de mitigação, a SABESP poderá usar em junho, além do limite de 31 m³/s do Cantareira, a vazão eventualmente transposta no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, na bacia do rio Paraíba do Sul, respeitando o limite outorgado.
No comunicado, as duas agências reforçaram a necessidade de medidas operacionais voltadas à gestão da demanda nos serviços de abastecimento. A orientação envolve iniciativas para reduzir consumo e perdas, além de estimular o uso racional da água pela população. A recomendação se estende a outros usuários, como forma de preservar a água armazenada nos reservatórios do sistema.
A gestão do Cantareira é feita de maneira compartilhada por ANA e SP Águas, que monitoram diariamente informações como níveis, vazões e armazenamento, a fim de embasar decisões de operação.
As regras que determinam a atuação na Faixa de Atenção são as mesmas estabelecidas pela Resolução Conjunta nº 925/2017, elaborada após a crise hídrica de 2014/2015. O normativo define limites de retirada de água conforme o volume acumulado, buscando dar previsibilidade às condições de operação e ampliar a segurança hídrica tanto para a Região Metropolitana de São Paulo quanto para as Bacias PCJ.
O Sistema Cantareira fornece água para cerca de metade da população da Região Metropolitana de São Paulo e também contribui para diferentes usos, com destaque ao abastecimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.
O conjunto é formado por cinco reservatórios interligados — Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro — e tem volume útil total de 981,56 bilhões de litros. Desde 2018, o sistema conta ainda com a interligação entre a represa da UHE Jaguari (no rio Paraíba do Sul) e a represa Atibainha, medida apontada como fator de ampliação da segurança hídrica na Grande São Paulo.
Apesar de os reservatórios estarem integralmente em território paulista, parte da água que os abastece vem de rios de domínio da União, por terem nascentes e trechos em Minas Gerais e integrarem a bacia dos rios PCJ. Nesse cenário, ANA e SP Águas avaliam que as regras atuais são adequadas para a gestão do sistema e mantêm o acompanhamento diário dos indicadores para subsidiar a tomada de decisões.
Dados e atualizações do Cantareira podem ser consultados na Sala de Situação da ANA (https://www.gov.br/ana/pt-br/sala-de-situacao/sistema-cantareira), na Sala de Situação PCJ (https://sspcj.org.br/) e no Sistema de Acompanhamento de Reservatórios (https://www.ana.gov.br/sar/outros-sistemas-hidricos/cantareira).