PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O governo dos Estados Unidos anunciou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) serão incluídos na lista americana de organizações terroristas estrangeiras, com entrada em vigor prevista para 5 de junho de 2026.
Unidade de Custódia de Taubaté
Foto: Reprodução/Google Street View
A decisão também enquadra os grupos como terroristas globais especialmente designados, o que amplia restrições financeiras e sanções no sistema americano.
No caso do PCC, a medida reacendeu a discussão sobre a origem e a expansão da facção: o grupo nasceu no início dos anos 1990 dentro da Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo, unidade conhecida como “Piranhão” por receber presos considerados de alta periculosidade.
Casa de Custódia de Taubaté, no interior de São Paulo
Foto: Reprodução/Street View
A facção se estruturou a partir de um movimento de presos que buscava organização interna e reivindicações no sistema prisional, em um período posterior ao massacre do Carandiru, em 1992, que deixou 111 detentos mortos.
A Casa de Custódia de Taubaté está no centro de mudanças determinadas pela política pública que prevê o fechamento gradual de hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico no país.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instituiu a Política Antimanicomial do Poder Judiciário, com diretrizes para substituir esse modelo por atendimento na rede de saúde, sob acompanhamento especializado.
O tema, porém, é alvo de disputa institucional e política: em 2023, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou proposta de decreto legislativo para sustar a resolução do CNJ sobre a política antimanicomial, argumentando questionamentos sobre competência e impactos.
No Brasil, PCC e CV são tratados, em regra, como organizações criminosas no âmbito penal.
Já a classificação americana, anunciada pelo Departamento de Estado, tende a produzir efeitos sobretudo em investigações financeiras, rastreio de ativos e restrições de transações com conexões internacionais, além de elevar a tensão diplomática sobre o tema.
A designação anunciada por Washington ainda deve seguir seus trâmites internos e passa a valer na data indicada pelos EUA.
Autoridades brasileiras e especialistas têm apontado que a equiparação a “terrorismo” não é automática no ordenamento jurídico nacional e que eventuais impactos práticos dependerão de cooperação internacional e de como bancos e plataformas financeiras tratam o risco de sanções.