Câmara aprova PEC que reduz jornada e pode acabar com escala 6x1; confira os 22 deputados contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
Uma mulher de 44 anos foi presa nesta sexta-feira (29) em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, suspeita de participar de um esquema que usava falsas ofertas de emprego — com promessa de salários acima de R$ 5 mil — para captar dados pessoais e abrir contas bancárias em nome das vítimas. A investigação é conduzida pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Objetos recolhidos pela Polícia Civil
Foto: Polícia Civil/Divulgação
A suspeita foi localizada no bairro Santa Mônica. Conforme a apuração divulgada pela PCMG, o grupo anunciava vagas nas redes sociais e atraía candidatos para supostos processos seletivos, com estrutura montada para dar aparência de regularidade, incluindo a locação de uma sala em espaço de coworking na região.
O caso começou a ser desvendado após o setor de prevenção a fraudes de uma instituição financeira receber a contestação de uma vítima que informou não reconhecer a abertura de uma conta bancária em seu nome. A partir de rastreamento técnico, o banco identificou que outras contas teriam sido abertas a partir do mesmo aparelho celular, com registros de geolocalização em Uberlândia, o que levou ao avanço das diligências policiais.
No momento da abordagem, duas pessoas estavam no local acreditando participar de entrevistas de emprego. A PCMG informou que a intervenção interrompeu a continuidade das fraudes e evitou novos prejuízos.
Durante a ação, foram apreendidos aparelhos celulares, além de documentos e formulários relacionados ao esquema. A mulher foi indiciada, em tese, por estelionato mediante fraude eletrônica, falsidade ideológica e falsa identidade. As investigações seguem para identificar outros envolvidos e apurar eventual ligação com organização criminosa com atuação em mais de um estado.
A Polícia Civil estima que o prejuízo, considerando as fraudes já confirmadas relacionadas ao grupo investigado, possa chegar a cerca de R$ 400 mil, e orienta que pessoas que desconfiem de abertura de contas ou uso indevido de dados procurem uma delegacia para registro de ocorrência.