PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O governo dos Estados Unidos afirmou, nesta sexta-feira (29), que identificou atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) em 12 estados americanos, sem detalhar quais. A declaração foi feita pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, em entrevista exibida no Jornal Nacional.
Casa Branca diz, sem detalhar quais, que PCC e CV têm atuação em 12 estados dos EUA
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Segundo a porta-voz, a medida permite que Washington use “todas as ferramentas” disponíveis para proteger a segurança do país. Entre os alvos estão ações para asfixiar financeiramente as facções, com possibilidade de bloqueio de bens sob jurisdição americana e restrições migratórias, além de sanções relacionadas a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando.
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado anunciou que PCC e CV passaram a ser tratados como “Terroristas Globais Especialmente Designados” (SDGT, na sigla em inglês), um enquadramento que já impõe restrições financeiras. Ainda segundo o governo americano, a etapa seguinte — a inclusão na lista de “Organizações Terroristas Estrangeiras” (FTO) — depende de trâmites internos e de comunicação ao Congresso, com previsão de entrar em vigor em 5 de junho de 2026.
Na prática, o enquadramento como SDGT já permite o acionamento de sanções e travas no sistema financeiro. Nesta sexta-feira (29), PCC e CV passaram a aparecer na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), ligado ao Departamento do Tesouro dos EUA, que centraliza sanções econômicas e patrimoniais.
A decisão repercute diretamente no Brasil, onde PCC e CV são apontados por autoridades e investigações como grupos com atuação interestadual e conexões internacionais. Além do efeito político, a medida pode ampliar o cerco a fluxos de dinheiro suspeitos e pressionar empresas e instituições com operações ligadas ao mercado americano a reforçarem mecanismos de compliance e prevenção à lavagem de dinheiro.
Procurado em declarações públicas recentes, o governo brasileiro tem sinalizado preocupação com efeitos sobre soberania e impactos econômicos, enquanto os EUA afirmam que pretendem manter a cooperação bilateral em temas de segurança.