Ministério da Saúde suspende vacina contra a dengue do Butantan; duas mortes são investigadas
Medida temporária mira investigação de casos graves; pasta afirma que não há conclusão de que 42 reações adversas tenham sido causadas pelo imunizante
O julgamento da morte de Henry Borel Medeiros entrou no sexto dia neste sábado (30), no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, marcado pela continuidade do depoimento de Leniel Borel, pai do menino.
O julgamento da morte de Henry Borel Medeiros entrou no sexto dia neste sábado (30),
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Em plenário, ele relatou que a criança resistiu a voltar para a casa da mãe, Monique Medeiros, e teria dito que ela
não era boano último fim de semana antes de morrer, em março de 2021, aos 4 anos.
Leniel começou a ser ouvido na sexta-feira (29) e o depoimento avançou pela madrugada. Aos jurados, ele descreveu a despedida do filho e afirmou que Henry só teria aceitado ficar com a mãe após a promessa de que os dois procurariam uma nova casa para morar.
O pai também disse acreditar que houve premeditação por parte de Monique, versão que será avaliada pelo conselho de sentença junto às demais provas do processo.
Monique e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, são julgados pela morte da criança.
O Ministério Público sustenta que Henry morreu após agressões no apartamento onde morava com a mãe e o então padrasto, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
A acusação afirma que Jairinho teria causado as lesões fatais e que Monique, na condição de mãe e responsável legal, teria se omitido diante da violência.
Durante o julgamento, peritos e testemunhas também prestaram esclarecimentos sobre as condições em que Henry chegou ao hospital.
Uma médica ouvida no júri declarou que a criança deu entrada na emergência sem pulso e tecnicamente morta.
A perícia apontou múltiplas lesões no corpo do menino, informação usada pela acusação para afastar a hipótese de acidente doméstico.
Jairinho responde por homicídio qualificado, tortura e coação no curso do processo. Monique responde por homicídio por omissão qualificado e coação no curso do processo.
Os dois são julgados por sete jurados, que deverão decidir, ao fim das oitivas, debates e votação, se os réus serão condenados ou absolvidos.
O julgamento foi retomado nesta semana após uma primeira tentativa de júri ter sido interrompida em março, quando advogados de Jairinho deixaram o plenário após pedidos da defesa relacionados a provas digitais e novas perícias serem negados.
A sessão prossegue com testemunhas de acusação e defesa, e o desfecho depende do andamento das próximas etapas do júri.