Vídeo de Lucas Bley reacende alerta: veja o que mudou na manobra de desengasgo para bebês, crianças e adultos

Influenciador mostrou a filha de sete meses engasgando e fez a manobra, em meio a diretrizes da AHA atualizadas em outubro de 2025 para atendimento a engasgos em pessoas conscientes.

30/05/2026 às 07:07 por Redação Plox

Um vídeo publicado pelo influenciador Lucas Bley, mostrando o momento em que a filha Mia, de sete meses, se engasga durante a introdução alimentar, voltou a colocar em evidência um tema crucial: saber como agir em casos de desobstrução das vias aéreas. Nas imagens, registradas por câmeras de segurança, ele faz a manobra de desengasgo e, depois, usa a situação para orientar seguidores sobre primeiros socorros.

Lucas Bley demonstra técnica de desengasgo após passar por emergência com a filha

Lucas Bley demonstra técnica de desengasgo após passar por emergência com a filha.

Foto: Reprodução/Redes Sociais


O caso também coincide com uma atualização relevante de protocolos internacionais. Em outubro de 2025, a American Heart Association (AHA) publicou uma revisão das diretrizes de primeiros socorros e suporte básico de vida, com mudanças específicas para atendimento a engasgos em pessoas conscientes. A entidade passou a recomendar que, em crianças e adultos, seja feita a alternância de cinco pancadas nas costas com cinco compressões abdominais (sequência conhecida popularmente como manobra de Heimlich), repetindo o ciclo até o objeto sair ou a vítima perder a consciência.

O que fazer em crianças e adultos conscientes

De acordo com a atualização da AHA, a ideia é combinar técnicas que ajudam a deslocar o corpo estranho por ação mecânica e pela pressão do ar expelido. Em termos práticos, a orientação é manter ciclos alternados de 5 pancadas nas costas + 5 compressões abdominais e acionar ajuda especializada quando necessário.

Novas orientações preveem intercalar palmadas nas costas com a manobra

Novas orientações preveem intercalar palmadas nas costas com a manobra.

Foto: Reprodução/AHA


Como muda o procedimento em bebês (menores de 1 ano)

Para bebês, o protocolo é diferente e exige cuidado extra: a recomendação é alternar cinco pancadas nas costas com cinco compressões no peito (no esterno), repetindo os ciclos até desobstruir ou até o bebê ficar inconsciente. A AHA reforça que compressões abdominais não devem ser feitas em menores de 1 ano por risco de lesões internas.

Por que “não colocar o dedo” pode ser importante

Ao comentar o episódio, Lucas Bley alertou que muita gente tenta colocar o dedo na boca do bebê para puxar o alimento, o que pode piorar a situação ao empurrar o objeto para mais dentro. Diretrizes de saúde e materiais de primeiros socorros também orientam que só se deve tentar retirar algo da boca quando o item estiver claramente visível e facilmente removível, sem “varreduras” com o dedo.

Orientação prática: quando buscar ajuda

Especialistas em primeiros socorros orientam que, se houver sinais de engasgo grave (dificuldade importante para respirar, incapacidade de chorar/tossir de forma eficaz, lábios arroxeados ou piora rápida), a prioridade é iniciar a manobra adequada e chamar socorro. Se a vítima perder a consciência, a conduta muda para atendimento de emergência e RCP, com acionamento imediato do serviço de urgência.

No Brasil, o episódio reforça a importância de treinamento em primeiros socorros para pais, cuidadores e rede de apoio, especialmente em fase de introdução alimentar. Não há, até o momento, informação pública de que o caso tenha exigido atendimento hospitalar, e o relato divulgado nas redes foi usado principalmente como alerta educativo.

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