Julgamento do caso Henry Borel chega ao 5º dia no Rio com relatos de agressões e disputas sobre laudos

Sessão no 2º Tribunal do Júri da Capital ouviu testemunhas sobre a rotina familiar; uma delas pediu para depor sem a presença de Jairinho no plenário.

31/05/2026 às 00:57 por Redação Plox

O Tribunal do Júri que analisa a morte de Henry Borel, de 4 anos, entrou no quinto dia de sessões na sexta-feira, 29 de maio de 2026, no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro. No banco dos réus estão o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pelo Ministério Público de envolvimento na morte da criança, ocorrida em março de 2021.

Dr. Jairinho e Monique Medeiros em imagens registradas na chegada do casal ao sistema penitenciário

Dr. Jairinho e Monique Medeiros em imagens registradas na chegada do casal ao sistema penitenciário

Foto: Reprodução


Ao longo dos depoimentos, o plenário ouviu relatos de testemunhas e versões que ajudam a reconstituir a rotina familiar e os momentos anteriores à morte do menino. Entre as oitivas, houve espaço para narrativas de supostos episódios de violência atribuídos a Jairinho, incluindo depoimentos de ex-companheiras e de filhos delas, hoje maiores de idade, que descreveram agressões em contextos domésticos.

Relatos de outras vítimas e medidas no plenário

Gilmar Mendes, ministro do STF, autoriza a exibição do Linha Direta sobre o caso Henry Borel

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Foto: Reprodução


Uma das testemunhas, Kaylane de Oliveira Duarte Pereira, afirmou ao júri que teria sido agredida quando era criança, durante o período em que sua mãe se relacionou com o ex-vereador. O depoimento ocorreu sem a presença de Jairinho no plenário, após pedido da própria testemunha, com Monique permanecendo na sala durante a oitiva, conforme registro da Agência Brasil.

Disputa técnica sobre a causa da morte

Henry aparece no elevador com a mãe e Jairinho após retornar da casa do pai

Henry aparece no elevador com a mãe e Jairinho após retornar da casa do pai

Foto: Reprodução


O julgamento também tem sido marcado por embates em torno dos laudos e da dinâmica das lesões. Profissionais e peritos ouvidos pela acusação sustentaram, em depoimentos, que os ferimentos não seriam compatíveis com acidente doméstico ou com procedimentos de reanimação, ponto sensível diante das linhas de defesa apresentadas ao longo do processo e discutidas durante as sessões.

O que dizem acusação e denúncias

Monique Medeiros sai do Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, em 2022

Monique Medeiros sai do Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, em 2022

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil/Arquivo


Na denúncia, o Ministério Público sustenta que Henry sofreu agressões na madrugada de 8 de março de 2021 e que Monique, na condição de mãe, teria se omitido diante de sinais de violência, contribuindo para o resultado. A ação penal envolve acusações como homicídio qualificado e outros crimes atribuídos aos réus, e a decisão caberá ao Conselho de Sentença, formado por sete jurados.

As sessões prosseguem com novas testemunhas previstas e, na sequência, devem ocorrer interrogatórios, debates entre acusação e defesas e, ao fim, a votação dos jurados e a fixação da sentença pela magistrada responsável pelo júri, no próprio fórum do Centro do Rio.

Caso Henry Borel: júri é adiado para maio após manobra dos advogados de Jairinho, padrasto da criança

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Foto: Reprodução

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