Fabriciano fecha comércio não essencial

O prefeito acatou decisão judicial que decretou que o comércio não essencial do município deve fechar as portas

Por Plox

23/03/2021 19h16 - Atualizado há mais de 4 anos

Na noite desta terça-feira (23), o prefeito de Coronel Fabriciano, Marcos Vinícius, afirmou durante live que irá acatar a determinação judicial para fechar o comércio não essencial na cidade. 

A suspensão do decreto municipal 7.510/20021 deve ocorrer de forma imediata, conforme a decisão do juiz. Com isso, bares, academias, salão de cabeleireiro, lojas de calçados, roupas, entre outros, deverão fechar enquanto o decreto estadual estiver vigente.

Na live, que foi retransmitida ao vivo pelo Plox, o prefeito fez críticas ao governo do Estado. “Para quem faz lockdown e ganha 30 mil de salário de dinheiro público é fácil”, disse o chefe do Executivo. 

“Eles tão querendo que a gente esconda esse papel do povo mineiro. Quem mandou fechar leito foi o Estado de Minas Gerais e agora eles querem se esconder atrás de onda [roxa]”, afirmou o prefeito.  

O procurador Denner Franco disse que acatar não quer dizer concordar “A irresponsabilidade do governo desse Estado é gritante, ela mata mais do que o próprio vírus” disse o procurador Denner Franco.

O prefeito afirmou que a solução para a pandemia é ajudar a vacinar os municípios menores. “Se a gente começar a fazer hoje, em 21 dias a gente consegue. Tem que ter planejamento e conhecimento epidemiológico”, disse. “Eu falo isso não é porque estou louco, é porque estou estudando”, afirmou. 

O prefeito pediu ainda ao procurador para estudar formas do Estado de indenizar o município pelos danos causados. “O comitê de Minas Gerais trabalha com ciência baseada em achismo”, completou.

“Eles simplesmente querem tirar o prefeito do caminho deles. Eles querem dominar a sociedade espalhando o desespero para todo mundo. Nunca priorizaram a saúde, sempre quiseram tirar o trabalho do cidadão de bem. Vamos lutar para esse cidadão que tem que trabalhar para levar o pão para casa”, enfatizou Denner Franco. 

No Protocolo Estadual da Onda Roxa, cidades que descumprirem a determinação deverão pagar uma multa diária de R$50 mil para cada dia que ficarem os comércios não essenciais abertos.

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