Homem é preso após estrangular a avó até a morte em Minas Gerais
Segundo a PCMG, após ser preso, o homem confessou ter matado a avó
Por Plox
23/03/2021 11h37 - Atualizado há mais de 4 anos
Na última semana a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu um homem de 29 anos acusado de estrangular e matar a avó, de 78 anos, em Campo Belo, região Centro-Oeste de Minas Gerais.
Segundo a PCMG, o homem é suspeito de latrocínio (roubo seguido de morte). O crime teria acontecido no dia 6 de março e as investigações indicam que, na ocasião, o suspeito teria tido um acesso de fúria causado pelo consumo de drogas.
Por conta do ataque de fúria, ele teria estrangulado e matado a avó. O corpo dela foi encontrado alguns dias depois, na residência onde ela morava e alguns pertences da idosa teriam desaparecido do local.

A Polícia iniciou as buscas e o neto foi preso na última quinta-feira (18), em Itajubá, cidade localizada no Sul de Minas Gerais. De acordo com os policiais, na delegacia, o homem confessou o crime e, diante da situação, foi encaminhado ao sistema prisional
Ainda segundo a PC, as investigações continuam para conclusão do inquérito policial. O crime chocou a cidade mineira.
Enfermeira morta no Vale do Aço
Outro crime que chocou uma região de Minas Gerais foi o caso da enfermeira morta no Vale do Aço. Na manhã do último sábado (20), um caso de suposto sequestro terminou de forma trágica em Santana do Paraíso. A enfermeira Priscila Cardoso Silva, de 35 anos, que tinha desaparecido na segunda-feira (15), foi encontrada morta. O delegado Alexandro Silveira Caetano falou sobre o caso.

Priscila foi executada com tiro na cabeça e corpo dela foi encontrado seminu, em uma área de mata de Ipaba, cidade que faz parte do Colar Metropolitano do Vale do Aço. O suspeito do crime, identificado como Reginaldo Ferreira de Souza, mais conhecido como “Pau Véio”, de 49 anos, foi preso na sexta-feira (19) e relatou aos militares que matou Priscila no mesmo dia do suposto roubo.
Na noite de sábado, Reginaldo “Pau Veio”, prestou depoimento à polícia, sobre o crime que é acusado, sequestro seguido de morte. Ele alegou que tinha um relacionamento com a enfermeira e o disparo que teria matado Priscila teria sido acidental.

De acordo com o depoimento do acusado, ele teve um relacionamento com a vítima durante quase três meses, mas ele não aceitava o fim do namoro. “Ela conversou comigo, disse que queria terminar o relacionamento comigo, porque o irmão dela era um policial, aí ele não ia aceitar ela namorar com um ex-presidiário”, disse Reginaldo Ferreira.
Reginaldo ainda alegou que o disparo que matou Priscila Cardoso com um tiro na cabeça, foi acidental, durante uma discussão. “Eu discutindo com ela, ela pegou na minha mão e falou comigo que eu não tinha coragem de matar ela. Aí ela pegou minhas duas mãos e bateu na testa dela com o revólver, do revólver pegou e disparou na testa dela”, declarou o acusado.
Amigos e conhecidos de Priscila Cardoso divulgaram uma nota de repúdio contra as declarações de Reginaldo.
Entenda o caso
Na última segunda-feira (15), a enfermeira foi sequestrada na saída do trabalho, na Unidade de Saúde do Cidade Nova, em Santana do Paraíso, no Vale do Aço, e, após o sequestro, a busca para se saber o paradeiro da enfermeira começou.
Um corpo foi encontrado em uma praia da Bahia e circulou o boato de que seria de Priscila, diante do fato de o carro dela ter sido encontrado em um “desmanche”, na cidade de Teixeira de Freitas, no estado baiano.

A prisão de Reginaldo envolveu a Polícia Militar e a Polícia Civil de Minas Gerais, da Bahia e do Espírito Santo. Segundo a PM, a casa onde Reginaldo estava, na avenida Águas Marinhas, no bairro Santa Mônica, em Guarapari, vinha sendo monitorada há cerca de três dias. Com ele não foi encontrada nenhuma arma no momento da abordagem.
Ainda de acordo com as informações, ele não resistiu a prisão. A Polícia Civil do Vale do Aço foi acionada e uma equipe se deslocou para fazer o traslado do acusado para a Santana do Paraíso, onde se iniciaram as investigações.
Segundo informações da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Priscila Cardoso foi vista pela última vez por volta das 16h, saindo da Unidade Básica de Saúde do bairro Cidade Nova, em Santana do Paraíso, onde trabalhava.
Em contato com uma colega de trabalho da profissional de saúde, ela informou que Priscila encerrou o expediente na companhia de outros dois funcionários e cada um seguiu o seu rumo.
Como de costume, Priscila deixou o carro dela estacionado na rua do posto de saúde, um Onix PZL - 5521. Imagens de um circuito interno de segurança próximo ao posto teriam flagrado um carro do mesmo modelo se deslocando sentido a Ipatinga.
Conforme consta no boletim de ocorrência, foram averiguadas imagens de câmeras, em que foi possível ver que a vítima foi abordada por um homem trajando calça jeans, camisa azul, boné vermelho e máscara preta, que colocou a mão sob camisa, simulando estar armado. Após isso, Priscila não foi mais vista.
O corpo da enfermeira Priscila Cardoso foi encontrado na manhã de sábado (20), em uma área de mata na região de Ipaba, cidade do Colar Metropolitano do Vale do Aço, em Minas Gerais. Ela foi morta com um tiro na cabeça e o corpo foi encontrado seminu, com o zíper da calça aberto e sem blusa.
Prefeito de Santana do Paraíso decretou luto
O prefeito de Santana do Paraíso-MG, delegado Bruno Morato (Avante), decretou três dias de luto oficial no município pela morte da enfermeira Priscila. O chefe do executivo também chegou a fazer uma publicação em sua conta numa rede social, na qual se solidariza com familiares, amigos e colegas de trabalho da vítima.
Veja a nota divulgada:
A Administração Municipal de Santana do Paraíso vem a público manifestar profundo pesar pelo trágico crime do qual foi vítima a enfermeira Priscila Cardoso da Silva. A notícia da morte da nossa querida Priscila é uma dor irreparável para todos nós. A Administração Municipal, na pessoa do prefeito Bruno Morato, desde o início acompanhou o trabalho das autoridades policiais, reforçando o empenho para que o crime fosse elucidado. Nas suas redes sociais, Bruno Morato se pronunciou e anunciou que o Município de Santana do Paraíso decretou luto oficial de três dias, a partir deste sábado (20/03). O prefeito também destacou que, neste momento de profunda dor, ele é “solidário aos familiares, amigos e colegas de trabalho da nossa querida enfermeira Priscila, tão querida em nossa cidade”. Bruno Morato destacou que espera que a Justiça seja feita e que o homem que tirou a vida de Priscila seja punido com todo o rigor da Lei. Por fim, o prefeito agradeceu aos policiais de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia que não mediram esforços para elucidar o caso e deixou claro que, em Santana do Paraíso, o crime não compensa.
Priscila era filha de ex-vereador de Resplendor, no Leste de Minas
Priscila era filha de Jânio Roberto da Silva, ex-vereador e presidente da Câmara Municipal de Resplendor, no Leste de Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Prefeitura de Resplendor, cidade natal de Priscila. Através do perfil oficial da prefeitura em uma rede social, o Executivo municipal lamentou a morte da enfermeira e publicou uma nota de pesar.

Veja a nota na íntegra
NOTA DE PESAR.
É com profunda tristeza que o Prefeito Diogo Scarabelli e a Administração 2021/2024 lamentam o falecimento da jovem Enfermeira Priscila Cardoso da Silva que estava desaparecida desde a última segunda-feira (15) e foi vítima de um crime no Vale do Aço.
Seu corpo foi encontrado na manhã deste sábado (20).
Priscila é Resplendorense, filha do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Jânio Roberto da Silva.
Neste momento de dor, o Poder Executivo Municipal se solidariza com amigos e familiares em luto.
Que a justiça seja feita! #JustiçaporPriscila